quinta-feira, 3 de março de 2016

Trago Folhas por Dentro do Silêncio Que me Acende.











 Trago folhas por dentro do silêncio que me acende.


Uma melodia a me vestir de ontem,

Bem cedo,

Quando o Sol disse o sim...


À noite, as palavras fugiam

Cercadas de mistérios e dúvidas.

Um círculo azul me envolveu no agora translúcido de ecos.


Fui entardecendo as horas sem pressa

A ocupar espaços sem gavetas,

Espalhadas no galope de um vazio sem dono.


Mas, a porta semiaberta

Permitia a luz entrar na hora marcada.




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Daniel Gerhartz.




19 comentários:

  1. Boa tarde Suzete.
    Que poesia linda. Trago folhas por dentro do silêncio que me acende, o vazio preenchido por uma luz, bela escrita. Lhe desejo dias de muitas alegrias. Enorme abraço.

    ResponderExcluir
  2. Um poema muito belo, com "a luz a entrar na hora marcada"...
    Beijo.

    ResponderExcluir
  3. Boa tarde Suzete.
    Que lindo o teu compor! Até os silêncios nos movimentam as letras, muitas vezes, são os melhores amigos.
    Que sempre te estejam abertas as melhoras portas...
    Meu carinho, fique bem.

    ResponderExcluir
  4. Suzete
    o titulo já nos convida a ler o poema.
    e quando você termina(cito)
    Mas, a porta semiaberta
    Permitia a luz entrar na hora marcada.
    quer dizer que há sempre esperança em tudo.
    muito belo o seu poema.
    beijinho amigo
    :)


    ResponderExcluir
  5. Este seu Poema é tão magnífico, que já nos captura com
    a bela metáfora do título, a nos dizer, entre para se
    encantar com a mais sublime e bela Poesia!
    Para os seres profundos e sábios, o silêncio sempre
    será o portal do contato com a essência-Ser.
    O seu eu poético nos revela a música, a luz e o mistério.
    Existe no vazio do silêncio, as dúvidas que transcendem
    o caminho vulgar das palavras, elas são mais luminosas e
    libertadoras do que se imagina, a sua Poesia é a expressão
    disso, a luminosidade libertadora que transporta a beleza
    rara de uma alma, a sua, que brilha em qualquer espaço
    e faz sem nenhuma pretensão.

    Encantado com mais um Poema seu iluminado, querida Suzete.
    Abraço de admiração profunda!
    Felipe.

    Ps: Não precisa me responde e nem agradecer, admiro a sua
    genuína gentileza e educação comigo. O fato de eu não
    ter blog, mas, sou quero ler e apreciar a sua
    encantadora Poesia...rss

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Querido Felipe,

      É impossível não agradecer e não ficar emocionada
      com este teu belo e generoso comentário!...
      Totalmente emocionada, eu te digo:
      Muito obrigada!!!!
      Abraço grato pelos os teus olhos Taoistas,
      és um Mestre anônimo e os verdadeiros
      mestres são anônimos e como precisamos
      deles neste mundo de vaidades tão feias!...rss

      Excluir
  6. O silêncio é o terreno fértil para o encontro com a interioridade, e é nessa interioridade que o ser e a criação se revelam. O Ser e o seu mistério, o questionamento e suas respostas, que parecem estar em gavetas, serão iluminadas à hora marcada quando poemas como este revelam as almas densas e leves na busca e realização da Beleza. Quando a alma se ilumina e acaba com o ciclo da distracção e de uma certa "penumbra", como um sol a dizer que sim à vida a crescer como folhas no silêncio da criatividade poética.
    Soberbo poema, Suzete.
    Um fim de semana radioso, para ti.
    xx

    ResponderExcluir
  7. Um poema brilhante.
    Só o título já é um grande poema.
    Bom fim de semana, querida amiga Suzete.
    Beijo

    ResponderExcluir
  8. Que lindeza, querida Suzete!
    Poema brilhante e iluminado, revelador de uma alma linda, sempre em busca da sua essência.
    Embora já mencionado por outros comentaristas, vale reafirmar que o título, por si só, já é um poema.
    Há luz no silêncio, à medida que através dele o autoconhecimento aflora e enriquece. A luz do silêncio conduz à sabedoria, iluminando recônditos da alma.

    Linda a imagem. Aprecio muito as obras de Daniel Gerhartz.

    Obrigada pelo carinho dos cumprimentos. Meu níver foi no dia 02.

    Beijo, moça iluminada.

    ResponderExcluir
  9. Boa tarde, Suzete.
    Gostei muito do título e achei a poesia intensa.
    As folhas, para mim, é um morrer e renascer para uma nova estação bem mais encantada e superada.
    A inspiração fez-se uma com você, a ponto de não sabermos quem é quem.
    Sempre agradável e emocionante leitura.
    Beijos na alma e paz.

    ResponderExcluir
  10. Belissímo poema.
    Que a luz da esperança nunca deixe de entrar no nosso coração.
    Beijinhos
    Maria

    ResponderExcluir
  11. Somos assim, feitos de pequenos momentos em que tudo é possível, intermitando com o semicerrar dos possíveis portais da viagem...
    Magnífico, Suzete, adorei!

    Um beijinho :)

    ResponderExcluir
  12. Somos assim, feitos de pequenos momentos em que tudo é possível, intermitando com o semicerrar dos possíveis portais da viagem...
    Magnífico, Suzete, adorei!

    Um beijinho :)

    ResponderExcluir
  13. Questionamentos... palavras fugidias... silêncio. Espaços vazios passam a ser ocupados e iluminados porque as portas do ser não estão fechadas e qualquer fresta permite se leia o que a alma precisa saber. Suzete, você sempre encanta. Mais uma vez, meus aplausos pelo rico poema. Bjs.

    ResponderExcluir
  14. Não sei se de três ou de quatro
    são as folhas do teu trevo
    não sei nem me atrevo.

    O que importa é o que li
    nas folhas do teu poema
    a felicidade de ter
    a luz no espaço do ser

    Sublime!

    ResponderExcluir
  15. Navego nas tuas folhas,
    sombras rodeadas de silêncio,
    cheias de memória.
    Tecidas de luz.
    Ah, quase sinto
    a tua respiração doce, azul...
    e nenhum rumor de um frevo
    ardente
    que deixasse as tuas pálpebras acesas...

    Afetuoso abraço, Suzete!

    ResponderExcluir
  16. Hoje, só para não me esquecer: gosto imenso das obras de Daniel Gerhartz, tenho muitos escritos ilustrados com a sua arte.
    O título (e ainda nem li o poema) prende, de imediato o leitor: matuta-se e fica-se a pensar na profundidade semiótica que encerra. Na escola, no 11.º ano, em francês era obrigatório o estudo da obra "Le silence de la mer" -a ação anda à volta da ocupação nazi em França; o teu título é quase uma paráfrase. O silêncio não é ausência de som: é o turbilhão interior que o recolhimento propicia. Neste caso (agora que li o poema), a alma poética poetiza-se e evade-se na própria beleza da palavra...
    Um apurado poema, querida amiga!
    Bjo :)

    ResponderExcluir

Este é um espaço importante para você deixar inscrito:

A sua presença,

O seu sentir,

A sua leitura,

A sua palavra.

Grata por compartilhar este momento de leitura aqui!

Abraço de Paz!

Suzete Brainer.