terça-feira, 1 de março de 2016

Um Ponto na Imensidão













Um ponto apenas, meu,

No teu olhar que me procura.

A minha doçura de saudade

Dissolverá a pequena distância

Deste teu olhar,

No nascimento da palavra

Do meu nome pronunciado por ti.


Um ponto apenas,

Somos,

No abraço das nossas mãos

Sem abandono.


Um ponto,

Fica

O nosso olhar no mesmo infinito.


Um ponto,

Sempre,

Quando o relógio avisa

Que não temos horas suficientes

Para a nossa eternidade!...






Suzete Brainer ( Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Lídia Wylangowska.






14 comentários:

  1. Torna-se uma arte não saber jogar, principalmente quando se tem o olhar transparente “e as verdades pulam dele no mergulho do profundo nada”.
    É uma arte quando não se sabe jogar por ter as mãos limpas e “a limpidez da palavra consciência” cabe nelas quando “artifícios e armadilhas” ficaram pelo caminho, desativados e nulos...
    Suzete, querida, é realmente uma arte não se saber jogar e ter a consciência de que todos os sonhos cabem nos teus “olhos do viajante”.
    Desculpe parafrasear teus belíssimos versos, mas leve em conta a admiração que tenho pelo teu trabalho. Este poema mostra bem a tua forma de freqüentar a vida.
    Também fiquei embevecida com a beleza da pintura de Vladimir Volegov com a Michelle Pfeiffer. Belíssima!
    Outra postagem tua que me encantou foi “A Roseira do Silêncio...” .
    O dom de perfumar com palavras aquilo que mais interiorizado está, fez nascer este texto de extrema sensibilidade e rara beleza. Esta luz que fica e que traz o milagre de não se apagar, por mais trêmula que esteja a sua chama, muitas vezes é o único suporte a qual se apegar para que a escuridão não se faça total...
    De alguma forma, amiga, este texto me tocou...
    No alongado do comentário, meu carinho espalhado nas estrelas que enfeitam o sorriso dos anjos que sempre vejo a esvoaçar por aqui...
    Helena

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  2. Querida Suzete, tenho adotado o método de fazer o comentário no word, para salvá-lo, a fim de não acontecer (como tem por vezes acontecido) de vê-lo "sumir" e não ser publicado. Assim estava a fazer com a tua postagem anterior e só me dei conta de que o havia publicado na postagem de agora quando notei que o meu tinha sido o primeiro comentário, quando na verdade deveria estar entre os últimos. Aí me dei conta do meu lapso (risos), mas como o tempo se extinguiu para mim, prometo voltar para ler/comentar o atual.
    Desculpas e carinho,
    Helena

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    1. Querida Helena,
      Não há o que desculpar, agradecer a tua gentileza e
      doçura de Ser no meu espaço...rss
      Conheço dito por ti, o quanto o seu tempo é atarefado
      pelo o seu belo trabalho na Medicina, portanto, não
      se preocupe quanto a voltar aqui, faça quando tiver
      mais livre no seu tempo.
      Uma semana inspiradora e luminosa para ti.
      Beijo e abraço grato, querida.

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  3. Entre os olhares que se buscam, iluminados pela força do amor, não existem distâncias incomportáveis. Olhares encontrados num pequeno ponto; espaço onde o infinito mora, e embora as horas possam ser limitadas, a eternidade nelas habita.
    Muito belo, Suzete! Com a tua marca inconfundível.
    xx

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  4. "Um ponto,
    Sempre,
    Quando o relógio avisa
    Que não temos horas suficientes
    Para a nossa eternidade!..."

    Ah minha nossa, que delícia isso! Suzete que sensibilidade mais aflorada!
    A poesia toda é repleta de encantos e delicadas colocações, o que faz dela um doce e raro descanso aos olhos e alma, parabéns pelo compor tão refinado!

    Ps.: Preciso dizer que tuas palavras me emocionam e me acarinham tanto, mas tanto, que só me resta acreditar mesmo que somos almas amigas. Teu carinho me chega num momento tão oportuno! Obrigada por me ser o exemplo de que ainda há corações puros por aqui. Minha gratidão e carinho mais transparente.

    Um forte abraço, lu.

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  5. Olá Suzete Brainer,

    Impressionado com seu espaço de arte das letras,
    a sua poesia, crônica e prosa são excelentes!!
    Tudo aqui é beleza , originalidade e refinamento de
    rara proporção...
    Não tenho blog e leio e acompanho um blog de uma amiga
    e cheguei até o seu e fiquei encantado mesmo!!
    Sou um brasileiro que mora na Espanha...rss
    Se você me permitir ficar acompanhando o seu blog,
    voltarei, aguardo que você autorize...rss
    João.

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    Respostas
    1. Claro que sim, João!!
      Agradecida com a sua gentil visita e apreciação
      tão generosa no meu exercício (amador) com a escrita...rss
      Muito obrigada, viu?!...

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  6. Suzete, que encantamento proporcionam seus versos! Não importa o tempo, os limites que impõe, pois a eternidade mora nesses instantes de encontro, onde um olhar habita o outro. Uma riqueza!!! Grande beijo!

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  7. Suzete,
    Gostei de seu “Um Ponto na Imensidão”, um ótimo poema, que se inicia com estes versos:

    “Um ponto apenas, meu,
    No teu olhar que me procura”.


    Parabéns.
    Abraços.

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  8. Olá, Suzete.
    Um ponto, pequeno ponto e tão grande o sentimento nele contido.

    bj amg

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  9. Querida amiga: a nossa vida não passa de "pontos", instantes, quando comparados com a imensidão do universo e da sua intemporalidade. Contudo, cabe-nos fazer de cada "ponto" o "ponto". Aí reside a nossa sabedoria.
    No teu poema, explanas, excelentemente, a necessidade de não desperdiçarmos tempo.
    Deixo-te um bjo :)

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  10. Os pequenos senãos, próprios da nossa condição, não conseguem travar uma força que se adivinha, que se insinua...
    Mais um belíssimo poema, Suzete!

    Um beijinho :)

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  11. Os pequenos senãos, próprios da nossa condição, não conseguem travar uma força que se adivinha, que se insinua...
    Mais um belíssimo poema, Suzete!

    Um beijinho :)

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  12. Balanças no equilíbrio das coisas
    belas
    Fazes a convergência da luz
    num ponto
    numa simples e cristalina poesia
    incomum

    Obrigado.

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