domingo, 1 de maio de 2016

A Dança do Fogo











Eu atravesso o teu deserto por dentro,
Deixo a minha voz espelhada
Com a luz do meu sorriso.
Não há mistério teu que eu não decifre,
Teus enigmas são transparentes diante da minha retina.

Subo a escada da loucura doce
Para capturar no teu silêncio interior explosivo,
A tua frágil calma
Diante de mim,
Destruída pelo meu sim.

Os instantes dançam num circulo do fogo,
Os nossos corpos inexistentes, por hora....

Sinto o teu beijo
Vestindo a consciência da hora em teu nome.






Suzete Brainer (Direitos Autorias registrados)

Imagem: Obra de Lauri Blank.




4 comentários:

  1. Atravessar o deserto interno de outro ser nem sempre é uma travessia fácil de se fazer.
    Há de se ter muita sensibilidade para isso.
    Um abraço,
    Sônia

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  2. parabéns pelo inspirado poema!...
    como sempre um belíssimo bouquet de palavras e imagens poéticas, que ficam e perduram como registo de universo poético muito expressivo e de um estilo único.

    abraço

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  3. Há, neste poema, umas nuances formais que projetam a tua poética para outro patamar, talvez mais apurado, certamente mais ousado.
    Puro deleite, Suzete!!!
    BJO :)

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  4. Existe transparência nas verdadeiras relações de amor. E o sim provoca a explosão do sentir e o início dessa mágica dança. Verdadeiro encanto nos transmitem seus versos, Suzete!
    Estou em pausa, mas não resisto ao prazer de estar em seu espaço. Bjs.

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