sábado, 7 de maio de 2016

Caverna de Cristal









Por dentro da pele,

Mora o brilho de um mistério

Vindo de uma galáxia sem destino.

Por dentro dos olhos,

Todos os silêncios fazem música.

Todas as ruas se vestem de rosas

No vazio das minhas palavras de primavera.

Por dentro de mim,

Cristais de sensibilidades à flor da minha pele

E uma caverna isolada

Em que planto no anonimato

Minha solidão cultivada.







Suzete Brainer (direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Karol  Bak.











13 comentários:

  1. Nessa essência, vislumbrada em mergulho interior, se desenham anseios, voos, ideias, formas de estar...
    Muito bom, Suzete!

    Um beijinho :)

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  2. Boa tarde Suzete.
    Poema belíssimo, um feliz dias das mães. Beijos,

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  3. Lindo, Suzete!
    " Por dentro dos olhos,

    Todos os silêncios fazem música" - e tanta beleza trancada na solidão...
    Injustiças incompreensíveis da vida ;)
    bjn amg


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  4. poema plangente (dir-se-ia um grito lancinante) na vibração dos cristais da sensibilidade...

    que a "caverna isolada" e "solidão cultivada" se façam dias luminosos e notas de piano (à flor da pele) tocando poesia.

    da melhor. sempre

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  5. Que lindo, um pouco triste, mas na tristeza é que saem os mais belos poemas. Fechou com Vivaldi (Primavera)!
    Beijos, querida!

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  6. Suzete , dizemos todos : a sensibilidade que aflora a cada linha de sua escrita nos faz cada vez mais aplaudi-la . Agradecemos . Beijos e boa semana .

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  7. "Por dentro dos olhos, todos os silêncios fazem música". Muito belo!
    Um poema misterioso e cheio de sensibilidade.
    Beijos.

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  8. numa caverna
    de silencios
    de sentires

    de poesia de cristal :)

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  9. Ah, não suspires tão fundo.
    Deixe esvair no tabuleiro do tempo a solidão, enquanto "os silêncios fazem música", que pulsação das horas se derrama pela tua sensibilidade.
    Abraço afetuoso, Suzete!

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  10. um poema que fala de solidão, mas só se até os silêncios fazem música, esta solidão é melodiosa.
    um belíssimo poema.
    beijinho
    :)

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  11. E é nessa "solidão cultivada" que efervesce toda a tua poesia. Irrompe até aflorar à pele dos dedos que escrevem as palavras...
    Título perfeito!
    Belo, querida Suzete.
    Meu bjo
    (já sabes que gosto sempre das obras que escolhes)

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  12. A solidão, sim, cultiva-se. Mas faz-nos mal. E pode ferir-nos para a vida.

    É tempo de sorrires, de erguer teus olhos para as coisas boas da vida. Tens lá fora alguém que te espera. O destino espreita-te.

    Ou apenas deixas que a solidão te penetre quando escreves, nessa alma de poeta...

    beijos, querida.

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  13. No secretismo da "caverna" a poeta guarda (ou aguarda) brilhos vindos de outra galáxia, porém, paradoxalmente, não escapa que da pele se lhe escapem.
    Bj.

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