terça-feira, 7 de junho de 2016

A Realidade Dorme Para os Sonhos












Não deixo escurecer os pontos de estrelas que
Caem nos meus olhos sem nenhum esforço.
Os pássaros seguem em atravessar a
Minha transparência de alma.

Minhas mãos são pequenas no espaço da
Humanidade feroz.

Minhas palavras me dão asas;
Para um voo sempre solitário
Carrego um olhar só meu.
Sempre vejo os raios do sol à noite,
Enquanto todos dançam com a lua
Na conformidade do seu brilho.
A lua no seu desejo se entrega ao sol
Sem plateia.

De cima,
Nos pontos celestes,
A realidade dorme para os sonhos! 






Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Manuel Nunez.



12 comentários:

  1. Oi Su,

    Menina que lindo este teu espaço de arte poética,
    a tua poesia é sublime, uma forma de expressão
    tão original e bela.
    Este teu poema é um ensaio filosófico de poesia,
    de Ser poesia, de dizer que nem a realidade
    é capaz de matar os sonhos, ela dorme para
    que os sonhos vivam!
    Achei o teu espaço por acaso, já que tu não tens
    Facebook, através de contatos em comum com
    uma parente tua...rss
    Adorei conhecer e ih, ia esquecendo de dizer quem
    eu sou (rss), sou Carla Viana do curso de Psicologia,
    lembras de mim?...rss
    Beijinhos, Su!
    Carla.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Carla!

      Claro que lembro de ti, tu cumpria duas cadeiras
      na minha turma e te convidei para ficar na minha
      equipe de trabalho eram seis mulheres a falar e
      haja tempo para tanto "falatório"...rss
      Não tenho Facebook e só este blog. Perdi o contato
      com todas as meninas depois da formatura...
      Adorei a tua presença carinhosa e que belo e
      profundo comentário, minha querida,muito grata!!
      Beijinhos.

      Excluir
    2. Su, menina!

      Que bom que tu respondesse.Olha, eu me lembro
      como hoje, quando isolada na turma, vinda de fora,
      e quando ia pedir ao professor para fazer o trabalho
      individual, tu chegaste com aquele sorriso luminoso
      e me convidaste para tua equipe.
      O prazer de assistir a tua competência apresentando
      o trabalho oral junto com a Mary, vocês duas promovia
      um show na sala de aula e eu e as outras todas
      tímidas não falávamos nada e tu fazias questão de dizer
      com teu jeito justo, que foi um trabalho de equipe.
      Uma pessoa tão especial assim, só pode escrever
      tão belo, profundo e original.
      Beijinhos, querida Su!
      Carla.

      Excluir
    3. Oh, Carla, tão carinhosas as tuas palavras!...

      Quanto a Mary ,uma grande amiga que infelizmente
      perdemos o contato depois da formatura.

      És muito bem vinda aqui, volte quando quiser.
      Tudo de bom para ti, Querida!
      Grata!
      Beijinhos.

      Excluir
  2. de uma leitura muito estimulante teu poema.

    na tensão (dialéctica) entre o sonho e realidade em que o poema se desdobra, presente-se a recusa da Poeta da humana "banalidade"("humanidade feroz") e ergue-se então "aos pontos celestes", onde a "realidade dorme para os sonhos.

    na pulsão de "seu voo solitário" (e sem plateia) administra então o esplendor de seu voo - a cada um em conformidade de seu brilho - para perseguir o sublime ("raios de sol à noite").

    e aí se ergue medianeira (entre a realidade e o sonho) e, ÚNICA, domasse o próprio sonho

    em mágica entrega da Lua, a desenhar órbita do SOl.

    originalíssimo poema e "inimitável" Poeta.

    beijo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito sensibilizada (emocionada...rss) com este
      teu brilhante e insuperável comentário, uma
      apreciação de excelência do poema, todos os
      elementos simbólicos, filosóficos e poéticos
      tão bem destacados pela sensibilidade e
      competência do teu olhar de Grande Escritor
      e Poeta que tu és.

      Eu sou fã da tua arte literária e imagina
      a minha alegria de receber este
      teu comentário...rss

      Muito grata, meu Amigo!
      beijo.

      Excluir
  3. onde se lê "domasse" , deve ler-se: "doma"

    ResponderExcluir
  4. Minhas palavras me dão asas;
    Para um voo sempre solitário
    Carrego um olhar só meu.

    A realidade dá espaço para os sonhos... é uma maneira de prosseguirmos na escalada. Muitas vezes sozinhos, como nascemos: sós. E partiremos da mesma maneira... Teu poema nos leva a várias cenas e interpretações. Lindo!
    Beijo, querida amiga.

    ResponderExcluir
  5. Só os poetas vêm os "raios de sol à noite".
    Magnífico poema, minha querida amiga, gostei imenso.
    Suzete, tem uma boa semana.
    Beijo.

    ResponderExcluir
  6. Palavras que são asas e e fascínio do voo até se perder a sombra... A realidade a manejar os sonhos nos olhos do poeta.
    Gostei, Amiga.
    Um beijo.

    ResponderExcluir
  7. A poeta guarda o sol para que na noite o deleite do sonho se acrescente de realidade.
    Da tensão genial que criaste elevas-te no voo solitário só permitido aos eleitos.

    Bj

    ResponderExcluir
  8. O título a fazer jus ao poema: a evasão (não sendo aqui confundida com alienação) colocada no patamar de um céu interior, está muito bem plasmada em cada verso. A palavra é redenção!
    Belíssimo!
    Meu bjo, Suzete! :)

    ResponderExcluir

Este é um espaço importante para você deixar inscrito:

A sua presença,

O seu sentir,

A sua leitura,

A sua palavra.

Grata por compartilhar este momento de leitura aqui!

Abraço de Paz!

Suzete Brainer.