terça-feira, 16 de agosto de 2016

Bordados de Gestos Infinitos...










O teu olhar passeia pelo o meu corpo
vestido de alma,
a tua sede atemporal registrada na
memória da minha pele,
semeia o destino da fusão
do desejo e da ternura,
a crescer em nossa história.

A tua mão no meu cabelo,
deslizando na minha nuca,
ao encontro do nosso desejo
tão único,
preso na voz sem silêncio...

A velocidade da luz corre
na trilha de um belo
bordado de gestos,
a minha boca tua,
sempre
encontra em ti
a minha vida nascida e renascida
de infinitos instantes!




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem : Obra de Daniel Gerhartz.





9 comentários:

  1. Poema transbordando de amor e ternura, querida.
    Inspiradíssima! Obra de arte magnífica!
    beijinho, Suzete.

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  2. Olá Suzete.
    O seu poema “Bordados de Gestos Infinitos...” diz, já nos seus primeiros versos, que setrata de um poema para ser sentido e pensado:

    "O teu olhar passeia pelo o meu corpo
    vestido de alma"

    Um belo poema, denso e instigante. Parabéns.
    Um ótima semana.
    Abraço.
    Pedro.

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  3. há histórias assim, talhadas pelos deuses!
    e, por isso, vivem, sobrevivem e renascem...
    o piano continua afinadíssimo.

    belo poema.

    um privilégio (que não dispenso) os seus comentários informados e o registo da sua amizade no meu blog

    beijo

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  4. Li cada verso como seguindo um mapa de ternura e amor, onde os gestos desembocam na "trilha" da cumplicidade.
    Belo, salpicado pela natural sensualidade da entrega.
    Bjo, amiga :)

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  5. Que maravilha, querida Susete.
    A tua inspiração é espetacular e repleta de amor!
    Obrigada e tudo de bom!
    Beijos,
    Mariangela

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  6. Faço desenhos
    com a boca na tua boca

    Bjs

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    Respostas
    1. Caro Poeta,

      Sei da sua grande Poesia e de ser o Poeta mestre
      das metáforas e gosta de presentear os amigos
      de blogs com as suas metáforas.
      Porém, preciso esclarecer que esta metáfora é
      bem equivocada, pois na minha boca só o meu Marido
      faz desenho.
      Aprecio a sua Grande Poesia com toda sinceridade que
      sempre sou e tenho a certeza da sua compreensão em
      relação este meu esclarecimento.





      Grata pela presença aqui!

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  7. Como diziam os latinos antigamente: da cumplicidade no amor. Haveria coisa melhor? Como sempre as imagens são bem talhadas e traduzem a entrega de forma tão lírica que seduz o leitor.
    Abraço forte,

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  8. Cantava Luís Vaz de Camões : "amor é fogo que arde sem se ver..." e a Suzette, mãos de fada, borda-o tão bem.
    Bj.

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