
Ela deixou as palavras ocuparem os seus lugares e, num ponto
de observação, vestiu as suas mãos de significados invisíveis aos olhos nus.
Num aceno de adeus deixou sentires únicos vibrar com as asas
emprestadas da sua vizinha de árvore vista da janela - uma Bem-te-vi-, que generosamente doou a possibilidade do voo
num espaço etéreo dos sonhos guardados; escritos no guardanapo rosa da poesia
sem nome e sem estrada.
Ela foi neste céu sem nuvem. Nenhuma palavra morta circulava
e gestos de pássaros inscritos de silêncios, deixaram as suas belas lembranças passearem
por dentro, acordando delicadamente o imprescindível sentir.
Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)
Imagem: Obra de Richard S. Johnson.
Um voo sem despedida!
ResponderExcluirVersos deslumbrantes Suzete!
O eu lírico dissertado com exímia propriedade de metáforas e musicalidade
Beijinhos minha linda amiga
Querida Amiga,
ExcluirMuito grata pelo belíssimo e generoso comentário
repleto do teu olhar de poesia e amizade.
Beijinhos.
Depois de ler a poesia e ate mesmo o comentário acima, fico com vergonha ate de comentar. Essa maneira de escrever me encanta. Amo poemas, poesias desde criança e ainda hoje tenho aqueles antigos cadernos de poesias. Fico feliz em encontrar um blog assim que encante a alma com palavras tão bela!
ResponderExcluirBjuss uma bela noite a ti!
Muito Grata pela tua visita e comentário generoso,
Excluirme honra muito as tuas palavras!!
Volte sempre e és muito bem vinda!
Somos duas a amar a Poesia e irei visitar o teu
espaço para ler estes poemas, querida.
Bela noite para ti também.
Beijos.
[..."gestos de pássaros inscritos de silêncios, deixaram as suas belas lembranças passearem por dentro, acordando delicadamente o imprescindível sentir."]
ResponderExcluire como se sente, e pensa, e escreve...
e como é bela a música poética que,
sem palavras mortas, toca o firmamento dum voo e o horizonte dum sonho.
Muito belo poema (com imagem bem escolhida).
Um beijo,Amiga
É delicado cada galho poético com a tua assinatura. É incomensurável a beleza do voo.
ResponderExcluirBeijo, Suzete.
E vamos "vestindo as mãos de significados...", este é o foco no interior da linguagem deste bela prosa poética, Suzete. Essa bela relação através de metáforas com o exterior da vida, captando o momento mais sutil que ela oferece. Não basta um signo, é preciso sensibilidade.
ResponderExcluirUm beijo, Suzete!
Magnifico voo de poesia.
ResponderExcluirBeijinhos
Maria
Um texto deslumbrante, repleto de lirismo , e imagens poéticas muito bem escolhidas.
ResponderExcluirGostei muito de te ler neste registo Suzete. Consegues sempre surpreender-me, quer do ponto de vista criativo , quer de sublimação da poesia...
Beijinho e bom fim de semana...
Uma bela prosa poética!
ResponderExcluirBjs
Excelente prosa poética.
ResponderExcluirGostei imenso, parabéns pelo seu talento pra a escrita.
Bom resto de domingo e boa semana, querida amiga Suzete.
Beijo.
Suzete,
ResponderExcluirSeria coisa pouca se a palavra poética que te visita e que envolve este belíssimo texto, ficasse cativa de um eventual lugar de exilio, ou expiação ou de mera “arrumação” na ordem das palavras.
e que (a tua palavra poética) se desejasse envolver por em inebriantes adjectivos, sempre disponíveis para parasitar a expressividade genuína da poesia e o valor das palavras autêntica.
Antes palavras mortas (que sempre se renovam) e o fragor das tempestades, que dulcificadas pelo caprichoso voo dos coloridos pássaros, certamente graciosos.
E em cada uma delas (das tuas palavras) se alimente sempre da seiva criadora (e redentora) dos afectos.
Beijo, minha Amiga
e se ela deixou as palavras a ocuparem os seus lugares
ResponderExcluircom elas aprendeu a voar na escrita
muito belo!
beijinhos
:)
Já dizia Antoine de Saint-Exupéry no "Le Petit Prince": só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos. É neste espírito que se inscreve o teu olhar que, com arte, traduzes em palavras.
ResponderExcluirMeu bjo, amiga :)
Pairando nas suas palavras, de uma leveza e sensibilidade, notáveis!...
ResponderExcluirSempre um doce prazer ler e apreciar o que escreve, Suzete!...
Beijinho!
Ana