
Às vezes subo até a
superfície das palavras
Para respirar um gesto
vago
De um silêncio sobre a
pausa.
Às vezes olho por
dentro dos olhos das pessoas
Para sentir uma
humanidade
Que cala...
Às vezes colho o dia em
minhas mãos
Para sentir o perfume
De deus.
Às vezes fico numa
melodia solitária
Para deixar a solidão
do mundo
Ecoar o deserto...
Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)
Imagem: Obra de Alexandrina Karadjova.