
Saudade desfolhada
Em teu nome...
O registro das lágrimas
no caminhar
Silencioso de ti, mãe!
Neste vazio,
Toco a sensação de
abandono,
Talhado
(cristalizado),
No dia do adeus.
Sinto o teu perfume
Na inscrição dos teus
Passos,
E descubro que tu tens
asas.
Toda boa mãe adquire
asas
Depois do adeus.
O olhar protetor se
eterniza
Num abraço da tessitura
Da alma que respira!...
Sim, mais um poema para
minha mãe,
a desnudar a minha eterna saudade!
Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)
Imagem: Obra de Richard S. Johnson.