
Hoje, nada de flores no caminho. Pisou a grama com gotículas de
chuva, que vinham de dentro da sua alma. Deixou os cabelos ao vento de
setembro, que ainda era de agosto; um vento no som tão alto, que abraçava a sua
cintura, num nó de silêncio.
Descobriu que às vezes o ar é tão pesado que suspende o
sorriso!
Mas, sabia também que, da brincadeira do dia nascer, renascem
os motivos para que os olhos não guardem o sol escondido. A luz brotará com a
certeza de tecer os sonhos mais delicados sem realidade.
E deixou todo o corpo molhado com a chuva de setembro e ventos
de agosto, e sobre a sua pele de raios de sol renasceram pétalas de rosas, que
sempre resistem a asperezas do meio ambiente.
Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)
Imagem: Obra de Richard S. Johnson