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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O Som do Meu Violino








   Marcas petrificadas

  que evocam fantasmas 

  de um tempo perdido,

      (enterrados) 

 que anuncia a música da renovação.

 Assim, toco a minha música

 sem a tal mágoa;

transfigurada ao som do meu violino,

libertador e divino...


Sim, a música silencia as dores

recolhidas nas asas feridas

e cada nota sublime

harmoniza o impulso para o voo.


Fico ao som do meu violino:

a melodia é de paz.

Fico num silêncio profundo

vestido em mim.

Às vezes silencio diante do mundo,

às vezes silencio diante das pessoas.

Há uma quietude que não me perturba,

há uma solidão que me cabe;

uma caminhada bem longe de mim,

um perto que só eu conheço.

E fico ao som do meu violino...


                                      

                        
Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Andrew Atroshenko.