É preciso
silenciar
as palavras,
o oculto,
o barulho externo
cortante,
que atravessa a alma
insistindo
em plantar o lixo alheio.
As tuas falas
o cenário caótico do desespero,
atuação precária
de dono da verdade,
freneticamente focado ao poder
do dinheiro,
numa ilusão profunda de si mesmo.
Não, não diz não ao que
Pode ser chamado de ti...
Resta ainda um ser
que um dia foi criança,
sem texto ensaiado,
encantava com a inocência
uma platéia maior,
que não aplaudia,
mas, te amava
e levava a doce lembrança
do brilho da tua alma.
E agora?
a tua alma está
numa encruzilhada
que não ecoa no
grande espaço,
espelho e palco,
onde
o teu ego
fica...
Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)
