Saudade refeita em alegria
Voz risonha, inscrita de sonhos
Seus cabelos finos, brancos de nuvens
Que elevavam os meus pensamentos
Na Sua infinitude.
Contadora de histórias...
Provedora em mim de fantasias
Colorindo o meu imaginário
Da terra do sol
Sem fim...
Fonte de uma singela filosofia
Assim dizia:
“A vida é uma criança, devemos brincar com ela, caçoar dela.”
Ser irreverente a qualquer drama imposto
Não desistir da vitória do riso,
Em cada esquina do desgosto.
Seguir com boas gargalhadas,
Acompanhada da vida,
Que é uma criança...
Minha avó:
Amor sereno que guardo no meu sorriso...
Saudade que não está mais no meu choro contido
Mestra transfigurada em mim
Em momentos assim
Liberto o meu riso, riso
E todas as sombras desistem
De escurecer o meu dia
E o dourado estelar
Lembrete do que
A minha avó dizia...
À minha avó (A minha grande fonte de ensinamento sobre o amor e o humor que nos salva)
Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)



