“De quem é o olhar
Que espreita por meus olhos?
Quando penso que vejo.”
Vejo a ti, poeta...
Entrando pela janela da
minha alma
Dialogando a poesia
semeada
Em raízes profundas do
essencial.
“O meu olhar é nítido
como um girassol.”
No movimento qual
bailarina que gira, gira em torno da luz...
E um sentir leve que
respira a lucidez.
“Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água
corre quando o chão é inclinado.
E a minha poesia é
natural como o levantar-se vento...”
As minhas asas não
estão mais recolhidas, reclusas em pensamentos
O percurso do meu vôo
se faz em poesia, que cheira a natureza
Simples, natural, solta
e repleta de sentires...
“O meu olhar azul como
o céu
É calmo como a água ao
sol.
É assim, azul e calmo.
Porque não interroga
nem se espanta...”
O meu olhar registra a
entrega serena do nada
O silenciar das
perguntas inúteis
E a certeza do vazio e
do infinito...
“Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser
nada.
À parte isso, tenho em
mim todos os sonhos do mundo.”
Todos os sonhos brilham
nos meus olhos de girassol pelo encanto ao poeta...
A cada passo de ti a
mim,
Fica a infinitude do teu
Ser,
A grandeza das tuas
mãos,
Que transfiguram
palavras de brilho estelar
Polinizando o
universo...
Suzete Brainer
(Direitos autorais registrados)
Conselho: Ler Fernando Pessoa faz bem para mente, coração e alma!