Sou força elasticida
na selva humana.
Sou fragilidade
reconhecida
em morno silêncio.
Sou sensibilidade à
flor da pele
sobrevivida,
sou racionalidade
construída
pelos dias ásperos.
Sou vida,
vida, respirada.
Sou morte
a cada minuto passado.
Sou eu mesma sempre,
com o meu castelo de
idéias,
as minhas mãos
a segurar o vento,
e a dançar no tempo,
o meu tempo,
a minha espera...
Sou assim:
um misto de força,
cruzada com a
sensibilidade de quem
chora,
um choro não só meu,
o choro do mundo...
Suzete Brainer
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