quarta-feira, 8 de março de 2017

Uma Garça nos meus Olhos...




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Ficamos num balé, dois passos meus de puro silêncio e um passo dela de graciosidade aérea. Numa proximidade de encantos os meus olhos fotografavam seus movimentos, sua plumagem, sua delicadeza trilhada numa liberdade partilhada comigo.

O solo, o arrecifes, com ondas finas e delicadas a nos tocar...

A música do mar nos isolava numa sintonia misteriosa e sagrada, que me dava à certeza, que estes momentos mágicos imprimem a poesia por dentro, a consagrar o milagre do encontro.

Foi quando disse mentalmente para ela, que não iria abusar deste tempo mágico concedido; pedi-lhe para quando voasse, me levasse junto. Ela entendeu o meu pedido, compreendendo os limites de quem não tem asas.

Distante, olhei para trás: encontro de olhares, e, ela voou e eu fechei os olhos. O meu pedido foi realizado.

Caminhei com uma garça nos meus olhos no decorrer dos dias...


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alexandrina Karadjova.


segunda-feira, 6 de março de 2017

Grandes Poemas Que Eu Adoro...






Para ti

Foi para ti
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo

Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei
o sabor do sempre

Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só olhar
amando de uma só vida



Autor: Mia Couto. 
Livro:Mia Couto [poemas escolhidos]
             seleção do autor
             Apresentação José Castello
             Companhia das Letras

Mia Couto: Nasceu em 1955 na Beira, Moçambique.
                    É biólogo, jornalista e autor de mais de
                    trinta livros, entre prosa e poesia.
                    Recebeu uma série de prêmios
                    literários, entre eles o Camões em 2013.








                                       
                                       
                            Belíssima música de Lenine e 
                            Lula Queiroga que toca bem
                            profundo na onda da alma...
                            Embalado pelo ritmo Pernambucano
                            da Ciranda.

                             Vou ali na onda da Ciranda e
                             volto logo...
                             Beijos e Abraço de paz!


sábado, 4 de março de 2017

Às Vezes...




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Às vezes subo até a superfície das palavras
Para respirar um gesto vago
De um silêncio sobre a pausa.

Às vezes olho por dentro dos olhos das pessoas
Para sentir uma humanidade
Que cala...

Às vezes colho o dia em minhas mãos
Para sentir o perfume
De deus.

Às vezes fico numa melodia solitária
Para deixar a solidão do mundo
Ecoar o deserto...



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alexandrina Karadjova.




sexta-feira, 3 de março de 2017

Cadê as Minhas Asas?









Uma morte que me dilacera em

Cortes pequenos do meu sol desfalecido,

Como uma rua deserta que me circula,

A única porta sou eu,

Sentada à minha espera.


Frágeis janelas que abrem e sempre fecham.


Preciso dos pássaros

Para voarmos junto,

Hoje eu não quero o chão.





Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Daniel Gerhartz.







       

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

A Menina de Cabelos de Sol...




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Depois de saboroso lanche feito com seus doces caseiros e o bolo da vovó, sentávamos, na cadeira grande de balanço, eu com 7  anos, no seu colo, à hora das histórias inventadas por ela, como música na construção do meu imaginário e na marcação do som, a cadeira de balanço no ritmo da minha curiosidade infantil acelerada ...

“Era uma vez uma menina dos cabelos de sol, loiros e longos até a cintura. Morava no mundo do Sol, tudo lá era dourado e brilhante... Não existiam brigas, todo mundo falava pelo pensamento e no pensamento, as palavras são mansas, moram bem perto do coração. A menina e sua família viviam felizes e lá todas as famílias eram felizes. Todas as casas tinham jardins de rosas de todas as cores e perfumes. Não tinha noite, pois o Sol é que regia sempre; uma vez a um ano tinha uma Lua cheia que ficava por 7 dias e ela e o Sol ficavam juntos, como uma dança. Alguns momentos ficavam noite com clarão da Lua e outros dia com o Sol regendo. Um dia o Sol brigou com a Lua cheia e todos foram atingidos por essa briga. Ninguém mais entendia o outro. As famílias começaram a brigar todos os dias. Quem foi mais atingida foram as rosas e todas morreram: algumas queimaram, outras murcharam e se despetalaram... A menina, que era muito amiga das rosas, ficou muito triste e nunca tinha conhecido a tristeza. Os seus olhos ficaram sem brilho, a sua voz sem o canto e não queria mais dançar. Enquanto todos brigavam, ela, a única que ficava calada e triste num canto do jardim sem rosas... “

Eu queria saber o que aconteceu com a menina e a minha avó me fazia esperar para outra tarde de sessão de histórias inventadas e contadas por ela. Eu aguardava esta tarde com os meus olhos brilhando de curiosidade, imaginava que o tempo era muito chato e não gostava de histórias, pois demorava tanto para chegar o dia... Ficava perguntando as horas para minha mãe e ela, intrigada, me dizia: "que tanto eu queria saber das horas?...”

Quando cheguei à casa da minha avó, de imediato fui para cadeira de balaço, argumentando que precisava saber da menina dos cabelos de sol e o lanche ficaria para depois da história contada... Ela riu, dizendo que eu tinha fome de história imaginada!...

“A menina dos cabelos de sol estava muito fraquinha, não queria mais abrir os olhos para o mundo desmantelado daquele... Nem a mãe dela notava que a tristeza nela, estava sugando a sua luz-vida, todos continuavam na animação para as brigas de dia e de noite, de noite e de e dia... Foi quando o Sol resolveu se separar de vez da Lua cheia e, assim: os dias ficaram com o Sol e as noites com a Lua, mas a Lua muito contrariada com a decisão do Sol, resolveu se expressar por períodos, os seus sentires femininos na oscilação das vibrações. Ela passou a influenciar as marés e o mundo do Sol nunca mais ficou o mesmo. Todos se acostumaram com o mundo do Sol desfeito, mas ela não. Um dia bem cedinho, antes de o Sol nascer, ela fugiu para dentro dele e hoje aqueles raios do Sol, fininhos, são os cabelos dela!...”

Enquanto comia o meu lanche, não parava de pensar na menina e perguntei a minha avó:
- A menina ficou alegre lá. Naquele lugar a tristeza nunca mais vai entrar nela, né isso, minha avó?
- Ela pode ser maior que a tristeza! (minha bonequinha...)
-A senhora devia contar essa história para Mainha e meu Pai pararem de brigar. Os adultos brigam muito! Nós, crianças, quando brigamos, fazemos as pazes logo...
-É, minha querida, as crianças sabem brincar com a vida!...
-Vou brincar com as minhas bonecas e todas irão morar no mundo do Sol, quando não foi desfeito...
-Vó, quando tiver bem chato lá em casa, eu voo até o Sol e fico com os meus cabelos junto com os cabelos da menina!...
- Sim. A menina era parecida com você!...
- Você sabe como voar?
- Sei, Vó. É fechando os olhos e imaginando!...
- Isso, minha bonequinha!... 




 Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

 Imagem: Obra de Richard S. Johnson.



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Melodia dos Gestos




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A minha pulsação grita
Num percurso das veias,
O desejo
Que em ti
Eu moro.

As batidas do meu coração
Giram na corda
De um eterno elo
Que te captura.

A minha respiração toca
Em tua epiderme
A nossa música:
Melodia de gestos
Na imensidão da nossa unidade.




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alexandrina Karadjova.



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Gotas de Orvalho





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A palavra por dentro
Vestia rosas amanhecidas
Com o frescor da emoção,
Colhida pelo coração da vida.

A vida se passa no coração
Inquieto,
Insubmisso,
Com gotas do orvalho,
Discretas,
Invisíveis,
A tornar-se música
Numa escala dos dedos.






Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alexandrina Karadjova. 




                    

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Voo das Borboletas





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Não cala a verdade
Que respira em sílabas de
Um silêncio leve,
No qual a alma pousou,
Bordando a infinitude
Breve...

Nos olhos,
A pintura do voo das borboletas
Num jardim bem perto.





Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alexandrina Karadjova. 



sábado, 11 de fevereiro de 2017

O Brilho do Anonimato...





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A sua avó disse um dia: “a caminhada precisa ser com os pés no chão, para sentir o contato com a terra; sendo as escolhas com o coração, e a coragem de mudar de rumo se for necessário...”.

Ela entendeu que no coração se guarda a dignidade dos sentimentos e, na coragem, a vontade de seguir na coerência dos seus valores nobres.

Resolveu equilibrar nas mãos limpas todos os sonhos existentes no seu olhar e todos os mapas de responsabilidades, para que seus passos sejam pequenos voos de instantes no seu anonimato.


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Richard S. Johnson.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O Mistério do Simples





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Nada de peso,
por dentro textura suave
com gestos de garça...

pequenos e simples prazeres
na colagem invisível
das paisagens da minha janela.

A música no piano,
a silenciar ruídos
desnecessários.
O olhar no registro, a colecionar
cenas poéticas do imprescindível  sentir;
a fragilidade efêmera da vida,
guarda o mistério da entrega.





Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Iovka Mechkarova






                      


O Blog em pausa devido à minha indisponibilidade de tempo.
Quando eu puder eu voltarei.
Agradeço a todos pelas leituras e comentários atenciosos.
Beijo e Abraço de Paz!
Suzete.

Ps: Continuarei a publicar os comentários, pelos quais,
      agradeço antecipadamente.


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Ela Atemporal





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Ela olhava as setas de armadilhas expostas em coluna vertebral da esquina dos enganos. Decidiu silenciar os ecos de qualquer utopia de um mundo fraterno.

Sabia o quanto o seu coração vagamundo pousava no "coração vagabundo" bossa-nova, na voz do João Gilberto, cujo sonho de uma época que não foi sua, mas escolheria pousar naquele espaço-tempo em que a música soprava o amor numa delicadeza de eternidades; a entrega era uma suavidade  de certezas...

Ela no romantismo poético se perde na poeira deste mundo feito de estalos de dedos do imediatismo e, no ato de esconder os olhos na ignorância de não saber das janelas da alma, em que o brilho dos olhos diz mais do que as palavras, na interligação dos pensamentos, na viagem íntima do percurso libertário sem fios, sem bateria e sem erros.

Ela, com este coração frágil atemporal, voa para um tempo azul seu, e ao mesmo tempo, os passos seguem a caminhada na chamada das responsabilidades, no carimbo dos dias. 


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: obra de Richard S. Johnson.



sábado, 21 de janeiro de 2017

Pouso





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A minha vida

    Tem um doce perfume,

Que vaga

       Vaga-lume.

Um clarão discreto

De um tempo curto,

     (Pensamento)

De um sopro de segundo,

No claro e escuro;

     Vaga
    
     Vagamundo. 


Apenas, sei que a minha presença

    Faz pausa

   E pouso

Inspirando o jardim...




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de  Iovka Mechkarova. 


domingo, 15 de janeiro de 2017

O Amanhã do Ontem...







         
Eu tinha dezesseis anos, carregava a minha poesia no equilíbrio dos dias entre uma rotina de estudos e leituras. O meu universo poético era secreto: não partilhava. Poucos sabiam que eu escrevia, e raros os que liam. Para mim, a poesia era um espaço meu, um sentir, um olhar... Quase uma inscrição da minha alma; a revelação deste meu olhar que não muda o mundo. O mundo permanece o mesmo, as pessoas também. Sempre preferi a minha viagem nas ondas do meu pensamento, construindo trilhas de voos imaginários, cobertos do amanhã, numa brevidade de constatação da roupagem do tempo que já se tornara ontem...

Nesta mesma  época, estava matriculada no cursinho para vestibular. A aula de Literatura era especial, o professor Tomás era um mestre no encantamento para a poesia. Márcia, uma amiga do cursinho, era a única que sabia que eu escrevia poesia, ela também escrevia. Depois de muitos pedidos dela, resolvi lhe entregar um poema meu para que ela lesse em sua casa.

No dia seguinte, na aula do professor Tomás, ele nos diz:
- Hoje irei analisar um poema de uma aluna desta sala, claro, com a permissão dela.
Quando a minha surpresa ao constatar o meu poema no quadro, e Tomás se dirigi a Márcia como a autora.
De súbito, fiquei em pé olhando para Márcia, com o meu silêncio questionador!...
Tomás imediatamente percebe algo estranho e verbaliza. Diante da atitude imperativa do professor, a Márcia revela que aquele poema não era dela, mas de uma amiga da sala (no caso eu...). Os poemas dela todos estavam assinados e aquele era o único que não, pois estava ali por engano.
Após a aula tumultuada, ele conversou com as duas. Eu estava muito perplexa com tudo. Quanto mais a Márcia tentava se explicar, a complicação crescia com novas dúvidas, que se encaminhavam para uma falta de lógica geral.

O professor Tomás foi a parte boa da história. Com ele aprendi muito do universo da poesia. Nunca esqueci das recomendações: assinar, ler, sentir e reler o poema; e a principal: a leitura ser um ato de amor. Ele dizia que há uma diferença muito grande daquele que se esforça a ser um poeta e do que nasce poeta. Porém, para os dois tipos era necessário sempre aprender e evoluir no caminho da poesia. Ele somente não entendia a minha resistência em publicar os meus poemas. Conceituava a minha juventude como responsável pela minha introspecção e sentimento de posse sobre os meus escritos, num determinismo de não partilhar com o mundo. Assim, ele levava os meus poemas assinados, datados; retornando-os para mim, ricos com o olhar do mestre que amava e sabia do imensurável da poesia. Nas suas mãos, cada palavra era sentida e entendida com a beleza essencial de quem olha, toca e encontra o tom da afinação, a música já existente com todo o seu mistério...

Hoje, soube que ontem ele tinha falecido (complicações de um trasplante de coração). Logo ele, com um coração grandioso, repleto de registros poéticos.  

Esses amanhãs, do ontem, às vezes são muito dolorosos, mas quando focamos a emoção nas lembranças sublimes, a dor canta uma saudade doce.
Sabemos que tudo vale a pena, quando a alma não é pequena. Como dizia o maior de todos os poetas, o Fernando Pessoa.
                        
      

  Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)
   
  Imagem: Obra de Alberto Pancorbo.
        
         
              

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Delicado Voo




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Ela deixou as palavras ocuparem os seus lugares e, num ponto de observação, vestiu as suas mãos de significados invisíveis aos olhos nus.

Num aceno de adeus deixou sentires únicos vibrar com as asas emprestadas da sua vizinha de árvore vista da janela - uma Bem-te-vi-,  que generosamente doou a possibilidade do voo num espaço etéreo dos sonhos guardados; escritos no guardanapo rosa da poesia sem nome e sem estrada.


Ela foi neste céu sem nuvem. Nenhuma palavra morta circulava e gestos de pássaros inscritos de silêncios, deixaram as suas belas lembranças passearem por dentro, acordando delicadamente o imprescindível sentir. 


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Richard S. Johnson.




sábado, 7 de janeiro de 2017

Emoção




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Um pingo
Num ponto
Da geometria do meu rosto,
Perto dos olhos,
A fazer uma sombra
De uma palavra
Inscrita.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Anna Razumovskaya.




quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Humanos com Gestos de Anjos





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                                                  "Basta um feixe de luz
                                                   Para acordar um olhar
                                                   E encantá-lo com o belo
                                                         No escuro da noite" (Marilene Duarte)




Existem pessoas com a suavidade
Da luz, a se inscrever nos espaços.
Marcam pela leveza
Da não intromissão.

Fazem dos seus passos
A jornada do vazio,
Sem alegorias.
A simplicidade de Ser
Sem nenhuma dúvida.

Existem pessoas que ainda
Querem gestos
De gentileza humana...
A cada dia,
Infelizmente,
A gentileza
Encontra-se na esfera
Dos anjos.
Os humanos amplificam
A brutalidade
Como marca da raça.
Mesmo assim,
Eu acredito nos humanos
Com gestos de anjos!...




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Daniel Gerhartz.


Dedico este poema a Marilene Duarte (mês do seu aniversário...)!

Querida Poeta Amiga,

O meu gesto de carinho de amizade e admiração pelo Ser
luminoso que você é, com a sensibilidade e imenso talento
na Poesia, Literatura e fotografia!...
Um lindo renascer com a concretização de todos os seus
sonhos. Agradeço todos os seus gestos de anjo neste meu
caminhar por aqui...
Beijo e abraço de paz!
                                        

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Janelas do Desejo





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As palavras são gestos da poesia do mural do dia.


Elas, despidas de alegorias,

Trazem o abraço dos olhos que falam sem sombras;

Luz emitida do passeio da alma: a janela da verdade.

O balé de cores de sentires

Se autoafirma no palco do agora.


O agora é único

              Despido

             Transfigurado

Em poesia, que se desfaz da realidade

E mergulha na magia,

Retirando o ar

            Em desejo.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Richard S. Johnson.





segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O Percurso





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A minha pele veste
A sonoridade do vento
Que não deixa marcas;

Guarda uma trilha
De silêncios
Colhidos no meu
Entardecer...

O sol me acorda,
Deixando todos
Amanheceres
Sobre a minha pele,
Com a inscrição
Da brevidade da vida.





Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Richard S. Johnson


Meus Votos de 2017, um novo percurso que seja luminoso,
harmonioso, pacífico, pleno de realizações nas asas da
Poesia, da Arte e da Singularidade e da Pluralidade numa
humanidade mais Afetuosa, Justa e Igual  na unidade
de irmandade da grande Raça Humana!...

Beijo e Abraço de Paz!

Suzete.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Celebrar Com a Bela Voz de Milton Nascimento





    "São os passos que fazem os caminhos."
     (Mário Quintana).




         Feliz Natal, cada um com os seus passos
         e ritmos de Ser Feliz!...
         Beijo e Abraço de Paz!
         Suzete Brainer.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A Transcendência do Entardecer...




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Cada passo giratório
A ficar plasmado neste ar
Etéreo de suspense.

Os dias evaporam
As ideias rígidas,
A magia da vida
Altera as certezas absolutas.

Deixar as mãos soltas
Na esperança de
Serem asas um dia,
Para um voo
Na delicadeza de ser livre,
No abraço que transcenda
O entardecer das palavras...



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Richard S. Johnson.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Canto aos Frágeis




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Hoje,
Vejo todos os frágeis
Com um tecido de sentires
Que vai além das
Palavras mortas
De glórias.

Vejo os frágeis
Que vestem a realidade
Na rearrumação
Do espaço dos sonhos,
Que não gritam a vantagem
Bruta
De invasão e posse.

Existe uma fortaleza
Na fragilidade,
Com gosto honesto
Da sensibilidade
Que toca na dor
De dentro
E de fora.

Canto para quem sente
O desencanto
Do avesso
Da solidariedade.
Um travo
Na palavra molhada
Da indignação
De todas as desigualdades.
Canto o silêncio
Da opressão
De todos os abandonos.

Canto sem música
No piano.
Um belo Noturno
Transcende
Todos os desenganos!...


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Do Google.









quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A Tarefa da Luz





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Arrumar cada

         Passo

            Na fileira do pensamento

                Flutuante...


Desarrumar as estações

        Feitas

           Do ontem.


Renascer nos dias

       Com a nova

          Pele dos desejos.


A luz preenche

      Os vazios,

         Basta se desapegar!...






Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Do Google.

Aviso: Uma breve pausa no blog. Assim que voltar irei visitar
           os espaços amigos para o voo da partilha que tanto
           aprecio.
           Beijo e Abraço de paz!...