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domingo, 13 de setembro de 2015

Clarice Lispector mora em mim...







Clarice?

Moras em mim,

bem perto,

coração e mente,

juntos no diálogo:

com palavras soltas,

que correm em busca da criação,

sem nenhuma perfeição,

sem nenhum critério,

sem nenhuma armadura de sofisticação,

sem nenhuma pretensão de eternidade.

Liberdade cheirando a natureza...

Solidão escolhida,

bem escolhida,

dias sim,

dias sim

bem dentro de mim.

Clarice Lispector?

Minha companheira das aventuras imaginárias,

escrita nas páginas da vida,

com seus mistérios intactos,

enigmas,

fatos,

relatos.

O oculto permanece,

em rosas vivas de um coração que sangra,

mas brilha,

um brilho único de renovação.

A menina que "roubava rosas com cem anos de perdão"

morou sempre na mulher gigante da criação.

Seguindo os teus passos,

não me separo da minha menina sorridente,

que brinca, distraidamente pelos dias...

Clarice,

obrigada por cada palavra tua lida,

sentida,

entendida,

assim de mãos dadas contigo,

estrangeiras do mundo,

das formas,

do padrão...

Corro na loucura do banho de chuva,

depois na segurança dos meus lençóis,

mergulho nos sonhos,

só meus,

e de mais ninguém.

Carrego o universo sem peso,

com a leveza de quem está de passagem,

Passagem...


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Lidia Wylangowska.





Conselho: Ler Clarice Lispector faz bem para mente,

coração e alma. 




quinta-feira, 17 de julho de 2014

Colheita










A liberdade plana

   Nas asas do vento,

Soprando em mim

O entardecer alaranjado,

Guardando as flores e frutos do meu desejo.


Fico

Saboreando a colheita da claridade...





Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Chelin Sanjuan.





segunda-feira, 23 de junho de 2014

Olhos da Inocência








Não sei.
Quero nunca saber.
Não serei dona de nenhuma verdade
que aprisione a liberdade
das minhas perguntas.

Não sei as respostas.
Gosto de percorrer por
cada dúvida nascida,
sem pressa
olhar em cada direção,
o renascimento
dos instantes perdidos.

Sei
que sinto
e, ao sentir,
permaneço humana...

Voltar ao início,
ao porquê das crianças
que caminham prazerosamente
pelo o não-saber,
sem nenhum peso da arrogância.
A criança faz uma
jornada às estrelas,
com o brilho da inocência...

Sei que quero
a inocência ainda,
colorindo os dias nublados...



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alexey Slusar.




segunda-feira, 17 de março de 2014

SO (L) IBERDADE










         Olhar

               Olhar...

      Registrar a tênue

      cortina da invisibilidade

      de um saber

      além,

             aquém


      da vida secreta.

      Transfigurar o enigma

      da persona que resiste

      ao papel principal;

      despindo-se de glórias.

      Continuar a jornada:

      ombros leves,

      mente dispersa,

      ocupando

      o seu anonimato.


     Caminhando

     pelas ruas

     desertas de holofote,

     assume as curvas

     do seu destino.

     Passos rebeldes

     na contramão

     do seguir

     da mediocridade,

     vai construindo

     sol a sol

     a liberdade.   


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Do Google.