
Ela caminhou, caminhou pelo seu espaço aberto de certezas, tão suas, que tocava uma a uma, no reconhecimento da sua história. A sua memória de caixa azul, na qual todas as borboletas do seu céu da boca voavam nas manhãs ao redor do sol.
O silêncio que lhe acompanhava, tocava para as borboletas se sentirem livres dos ruídos urbanos; esperava a paz vesti-la numa suave valsa de sentidos que sempre lhe pertenceram.
Ela sabia que cada dia é como folha a ser vestida no calor da emoção, mas o raciocínio claro como uma faca a fez cortar o pessimismo intruso e deixar as mãos dançarinas nos gestos do amor.
Foi quando ela desnudou todo o seu pensamento e constatou a vida dentro dela, que canta a alegria, numa dose equilibrada de sossego!
Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)
Imagem: Obra de Chistian Schloe.
Imagem: Obra de Chistian Schloe.
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