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sexta-feira, 15 de abril de 2016

A Escultura da Alma











Palavra nua e crua
Ecoando no ventilador,
Os ruídos aniquilando o silêncio de dentro,
Guardados numa suave lavanda depois do banho.

A poeira dissolveu tudo num instante,
Entre a porta da frente
E a janela dos olhos.

Os pensamentos voltaram a girar
Nas borboletas feitas de sorrisos passados.

A folha do amanhã
Aberta para a tecla de novos passos...

Os olhos brilham
Sem a sombra da nostalgia do ontem.
Uma alegre conhecida se apossa:
A lucidez com aquela pitada
De ousadia, na contramão da tristeza envelhecida,
Com suas páginas amarelas a preencher
Inutilmente a morte das horas.

Algo não se deixa levar para a morbidez,
O Sol na pele arde
No chamado da vida,
Na urgência do sorriso transgressor
Sem rotina
Sem amarras
Sem garras
Sem brigas.

A paz boiando sobre o corpo
Na escultura da alma!...




Suzete Brainer (direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Lauri Blank