Palavra nua e crua
Ecoando no ventilador,
Os ruídos aniquilando o
silêncio de dentro,
Guardados numa suave
lavanda depois do banho.
A poeira dissolveu tudo
num instante,
Entre a porta da frente
E a janela dos olhos.
Os pensamentos voltaram
a girar
Nas borboletas feitas
de sorrisos passados.
A folha do amanhã
Aberta para a tecla de
novos passos...
Os olhos brilham
Sem a sombra da
nostalgia do ontem.
Uma alegre conhecida se
apossa:
A lucidez com aquela
pitada
De ousadia, na contramão
da tristeza envelhecida,
Com suas páginas
amarelas a preencher
Inutilmente a morte das
horas.
Algo não se deixa levar
para a morbidez,
O Sol na pele arde
No chamado da vida,
Na urgência do sorriso
transgressor
Sem rotina
Sem amarras
Sem garras
Sem brigas.
A paz boiando sobre o
corpo
Na escultura da
alma!...
Suzete Brainer (direitos autorais registrados)
Imagem: Obra de Lauri Blank