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Às vezes sinto
esta faca me cortando por dentro.
Um nó
enovelado
deslizante
ao encontro da
incompreensão
ao rés de mim...
Os cortes
levam-me a dissipar
a ilusão que carrego.
Solidão liquida
bem ao alcance da minha
alma,
bem perto do nada do
mundo.
Neste fio eletrificado
dos dias acesos,
emana o sopro
do meu rio que segue
A nudez da alma
(re)colhida
(re)colhida
do mergulho
no nada
que revela a
desimportância
de ser importante.
desimportância
de ser importante.
Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)
Imagem: Obra de Lídia Wylangowska.