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domingo, 1 de novembro de 2015

O Nada Apreciado












Às vezes sinto

         esta faca me cortando por dentro.

Um nó

       enovelado

      deslizante

ao encontro da incompreensão

ao rés de mim...


Os cortes

      levam-me a dissipar

     a ilusão que carrego.

Solidão liquida

bem ao alcance da minha alma,

bem perto do nada do mundo.


Neste fio eletrificado

          dos dias acesos,

emana o sopro

         do meu rio que segue



A nudez da alma

       (re)colhida

do mergulho

         no nada

que revela a

         desimportância

de ser importante.


        



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Lídia Wylangowska.