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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Hoje, Eu Acordei Gaivota...

  






                                           
As gaivotas

Voam.

Ondas do meu

Pensamento

Sobrevoam

O celeste,

Na busca do sopro

Que me distancie

Do asfalto.


Deixa gaivota,

Que por hoje

Eu seja o espírito

Que te habita;

O movimento das tuas asas;

A luminosidade do teu voo,

Pela trilha de uma

Liberdade

Que não me pertence.


Deixa-me sentir

O asfalto

Inexistente,

Diante de um

Mergulho no

Mar,

Vindo do céu

Que te pertence.


Hoje, eu sou gaivota

Imaginária,

Mesmo

Assim,

Em pleno

Voo do

Meu sentir...





Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)


Imagem: Google.

                                                   

sábado, 25 de outubro de 2014

O Voo Livre




 Asas sobrevoando no cinza,
Um voo preto e branco
Dissolvido de instantes de lucidez.
A cor renasce pelo
Dourado estelar
A ressurgir sonhos guardados
Na colheita da claridade.

O essencial sempre fica
Brilhando na
Memória do afeto,
Ecoando na libertação
Do voo do perdão.


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem do Google.  




terça-feira, 16 de setembro de 2014

A Casa (Nua)







O presente sempre
Faz a chamada
Para o retorno à casa.
As lembranças impulsionam
Para a corrida do esconde-esconde,
Onde o passado tenta se apropriar,
Mas o seu espaço inexistente
Sedimenta o agora:
A verdade flutuante
Vestida dos afetos construídos.

A casa despida,
Vazia,
Ocupa o destino das horas.
Horas que fluem
Com a pretensão
De atingir a leveza
Do voo,
Nas asas luminosas
Da invisibilidade instantânea.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)