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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A Direção das Rosas Vermelhas








Ela abria portas...

Cada vez mais sentia necessidade de um espaço livre: a liberdade sempre foi o seu sopro de direção. Nunca quis correntes amarradas no seu barco de sonhos. Nela não havia nenhuma disposição de seguir padrões impostos.

Sempre gostou do voo livre e verdadeiro, mas sem nenhum risco de suicídio, evitava a queda livre e preservava o equilíbrio das emoções.

Numa manhã de sábado, ao se dirigir ao seu jardim, não encontrara mais os jasmins predominando o espaço com a suavidade etérea. As rosas vermelhas, todas enigmaticamente abertas, de uma beleza avassaladora e magnética, guiaram-na a uma nova porta.

Ela não quis abrir...

A porta estava aberta. Ela sentiu os reflexos do sol que vinham do novo espaço. A luz solar abraçou seus cabelos loiros com um calor que a atraia e a assustava.

Imediatamente colocou as suas asas para o voo conhecido, no maravilhoso percurso existente. Por um instante sentiu aquele calor...

Ela não abriu a porta.

A porta continuava aberta?!...



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