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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Vozes entre Silêncios Marítimos






Escutei o teu silêncio:

flutuava sobre uma 

onda verde azulada,

borbulhava algumas palavras

douradas,

refletidas de sol

da tua poesia...


Então,

escutei a tua voz

espelhada de mar,

no todo silêncio

do universo

que se abraçava...


Voltei ao meu silêncio;

tu em som

me embalava

na melodia do teu mar...


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)







domingo, 9 de março de 2014

Que Tal a Gentileza?



       Soletrar o verbo

            vagarosamente,


    deixar permanecer nos teus olhos


       o significado do encontro.


       O mundo está congestionado


           pelo o ruido,


      pela frenética comunicação


          do barulho.


     Há o grito agredindo


     a sensibilidade do sentir


     a  voz melodia,


             no tom bossa-nova...



     Quero o silêncio


     ampliando o som do coração.


    Quero sentir


    o abraço das mãos


    no simples caminhar,


   conectado à infinitude do pôr-do-sol


   desconstruindo a densa realidade. 



   Viver a leveza


   dos movimentos a um toque,


   o encontro do olhar sem esperas,


   a escuta com alma,


   e a paciência de saber ser paciente 


   num mundo com pressa


                                compressão


                                explosão


   ainda assim,


   resta a suavidade


  de uma nova resposta:


                               a Gentileza....  





Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)





sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O Som do Meu Violino








   Marcas petrificadas

  que evocam fantasmas 

  de um tempo perdido,

      (enterrados) 

 que anuncia a música da renovação.

 Assim, toco a minha música

 sem a tal mágoa;

transfigurada ao som do meu violino,

libertador e divino...


Sim, a música silencia as dores

recolhidas nas asas feridas

e cada nota sublime

harmoniza o impulso para o voo.


Fico ao som do meu violino:

a melodia é de paz.

Fico num silêncio profundo

vestido em mim.

Às vezes silencio diante do mundo,

às vezes silencio diante das pessoas.

Há uma quietude que não me perturba,

há uma solidão que me cabe;

uma caminhada bem longe de mim,

um perto que só eu conheço.

E fico ao som do meu violino...


                                      

                        
Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Andrew Atroshenko.