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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Volta o Azul











 Algo me arranha por

         Dentro

E o azul reluzente

Desbota para o cinza.

As imagens congelam

 Numa  interrogação

Meia lua,

          Fases.

Volta o azul

Acompanhado da lua cheia,

Com a trilha sonora do

          Mar.

Um sossego

Inspirado na contemplação

Espalha rosas

Pelo o caminho da consciência

De um instante.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)


Imagem: Obra de Alexey Slusar.




sábado, 3 de janeiro de 2015

Mergulho

















Simplesmente

deixa que as queixas

sejam emudecidas pela importância

de seguir em frente,

com o silêncio saboreando

a paz do desapego.


Neste intervalo existencial

a leveza da desimportância,

nos conduz ao rumo

para o sentido maior

em que as ondas do mar

borbulham gotas da

sua essência em movimento.


O mar me remete

para o abraço de Deus...





Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Lauri Blank.


Queridos,

Desejo a todos um feliz 2015! 

Que o voo da partilha poética continue neste ano

com amplitude do olhar do agora. Neste olhar

profundo se revela o encanto.


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O Mar






O mar me convida para dar um mergulho

Na onda profunda da sua infinitude

Encanta-me com o seu canto de silêncio borbulhante

Numa solidão mágica da noite

Engolindo todo horizonte.


Amanhece com o brilho estelar dourado

Que acorda todo o universo e deita na minha cama

E pousa nos meus cabelos dourados

Que amanhece mar.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)


                                  
                                  




domingo, 24 de agosto de 2014

O Infinito Perto










Tu dizes que algumas palavras
Pesam como
Uma bomba que explode,
Que o silêncio pode ter
Uma melodia doce
A espalhar sossego
E ficar dentro (na alma)
Em som de paz.

Eu gosto de alcançar a paz
Que percorre o mar.
Nele encontro o universo sossegado
Que mora em mim.
Às vezes quando estou fora e
O barulho pesa com
As coisas insignificantes,
Mergulho veloz mente
Para o (meu) infinito...



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Lauri Blank.



domingo, 3 de agosto de 2014

Ventos de Agosto








Ventos de agosto,

Este som com a canção

Do dia que permanece noite, 

Preenchendo os labirintos da minha alma.

Sinto-te como uma flauta doce,

Percorrendo memórias,

Acordando fantasmas silenciosos

Para uma dança regida

Pelo vento libertador,

Registrado pela lua

Refletida de mar...


Ventos de agosto,

Que me suspende

De ar renovado

De sonhos.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados).

Imagem: Obra de Lauri Blank.



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Vozes entre Silêncios Marítimos






Escutei o teu silêncio:

flutuava sobre uma 

onda verde azulada,

borbulhava algumas palavras

douradas,

refletidas de sol

da tua poesia...


Então,

escutei a tua voz

espelhada de mar,

no todo silêncio

do universo

que se abraçava...


Voltei ao meu silêncio;

tu em som

me embalava

na melodia do teu mar...


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)







sábado, 3 de maio de 2014

Um Piscar de Olhos...






Artista Jim Warren "Sonho Watcher"






Talvez seja melhor
       
Andar de olhos fechados,

Ampliando o meu sentir.

Os sons são tão agradáveis dançando no silêncio,

O mar em suave melodia ou

No efervescente tango,

Arrebata-me para uma unidade cósmica.

O rodopio do vento nos meus cabelos,

Libertando pensamentos oníricos.


Preciso abrir os olhos,

Pois o azul do céu da minha cidade

Tem o mais belo infinito do mundo...


Entre o abrir e fechar dos meus olhos,

O colorido do mundo prevalece

Sobre a dura realidade dos homens,

Na plena suavidade bela

Da natureza.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)


Imagem: Obra de Jim Warren.


                                                                                                   

sábado, 26 de abril de 2014

Pequeninos Grãos de Areia...











Às vezes me inquieta este mundo:

Abismos se constroem

Numa incompreensão palpável.

O silêncio é corroído

Por gestos mesquinhos,

As palavras são usadas,

Deformadas na essência construtiva.

Nada sobra desta atmosfera hostil,

Nem um sopro

Que leve, uma delicada

Forma de expressar

O afeto

Em um abraço.

Único abraço, que cale

O eco do vazio,

Do não sentir

O outro em mim...


Pontes são destruídas facilmente nesta selva humana,

A legitimidade do sentir,

É para poucos

Que gostem de uma caminhada de mãos dadas...


Nada como olhar para

O infinito do mar,

Dimensionar as dores

Em pequeninos grãos de areia...


Suzete Brainer ( Direitos autorais registrados)

Imagem do Google.



sábado, 29 de março de 2014

(A)MAR




A espuma desenhada

na areia

com a importância

de Ser parte

do todo Mar.


As ondas seguem

o ritmo natural 

do sagrado oceano

que as conceberam.


Eu fico a observar

tanta beleza

harmonicamente viva

e me deixo levar

pelo sentir-me oceano

em que me transformei...





Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)






quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Dia Nublado








Chove em mim

um rio

  invertido,

de um dia cansado

com pouco brilho.

Um dia daqueles...

Nublado,

o mar sem cor,

cinza de descanso.

Folhas empurradas

no abismo do silêncio.

Mas, o agora

que foi ontem,

me diz que o amanhã

será(?) depois.


A cada instante

estou a cada

passo

do dia,

que em mim

se foi...


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Poema Reeditado.

Imagem: Do Google.