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domingo, 13 de setembro de 2015

Clarice Lispector mora em mim...






Clarice?

Moras em mim,

bem perto,

coração e mente,

juntos no diálogo:

com palavras soltas,

que correm em busca da criação,

sem nenhuma perfeição,

sem nenhum critério,

sem nenhuma armadura de sofisticação,

sem nenhuma pretensão de eternidade.

Liberdade cheirando a natureza...

Solidão escolhida,

bem escolhida,

dias sim,

dias sim

bem dentro de mim.

Clarice Lispector?

Minha companheira das aventuras imaginárias,

escrita nas páginas da vida,

com seus mistérios intactos,

enigmas,

fatos,

relatos.

O oculto permanece,

em rosas vivas de um coração que sangra,

mas brilha,

um brilho único de renovação.

A menina que "roubava rosas com cem anos de perdão"

morou sempre na mulher gigante da criação.

Seguindo os teus passos,

não me separo da minha menina sorridente,

que brinca, distraidamente pelos dias...

Clarice,

obrigada por cada palavra tua lida,

sentida,

entendida,

assim de mãos dadas contigo,

estrangeiras do mundo,

das formas,

do padrão...

Corro na loucura do banho de chuva,

depois na segurança dos meus lençóis,

mergulho nos sonhos,

só meus,

e de mais ninguém.

Carrego o universo sem peso,

com a leveza de quem está de passagem,

Passagem...


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)






Conselho: Ler Clarice Lispector faz bem para mente,

coração e alma. 




sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Palavras de Afeto







Palavras seguem

Ondas de contato

Num imediato

          Ato

          Hiato

De afeto que corre

         No elo

Do abraço saudoso.


Palavras ficam

E colam

      Na alma

Carregada na memória

Do amor incondicional.


Palavras ecoam

Em melodia

Da vida que se guarda:

      Um sopro

      Um sorriso

      Uma lágrima

O amor que se respira

Nos instantes vividos. 






Queridos,

Farei uma pausa no blog e logo voltarei

para o voo da partilha...

Beijo e abraço de paz!



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Fotos da querida Lis (Um olhar de sensibilidade

poética rara e excelência na arte da fotografia).

Do seu blog Flor de Lis.






domingo, 24 de agosto de 2014

O Infinito Perto










Tu dizes que algumas palavras
Pesam como
Uma bomba que explode,
Que o silêncio pode ter
Uma melodia doce
A espalhar sossego
E ficar dentro (na alma)
Em som de paz.

Eu gosto de alcançar a paz
Que percorre o mar.
Nele encontro o universo sossegado
Que mora em mim.
Às vezes quando estou fora e
O barulho pesa com
As coisas insignificantes,
Mergulho veloz mente
Para o (meu) infinito...



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Lauri Blank.



terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Meu Canto Profundo










O meu canto profundo
Canta um mundo
Quase perfeito,
Quase silencioso.
Um ciclo
Num ritmo
Melodioso,
Às vezes alegre,
Às vezes triste,
No sim,
No não,
Na construção
Fora do padrão
Longe da mesmice,
Muito perto de mim,
Num ponto,
No centro,
Quase invisível,
Quase infinito.

O meu canto profundo
Canta um mundo
Quase pacífico,
Quase feliz.
As palavras transportam
As cores das emoções.
Tudo é dito
Sem o grito,
A liberdade soa 
A verdade nua:
A violência é desnecessária
Enterrada com aprovação.
O meu canto profundo
Pede
Paz
Paz
No mundo,
E em cada coração.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Poema Reeditado.

Imagem:Do Google.