domingo, 5 de novembro de 2017

O Respirar Frágil da Minha Pátria




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 Mundos
     Desmoronam-se
Nas ruas
Das incertezas
Do respirar
   Frágil
Da minha Pátria

Um colar
    Doloroso
De perdas
Incalculáveis
Acumula-se
No calendário das horas...

Olhares de
   Tristeza
Guardam-se
No ponto do medo,
Verticalmente
A passear
Nas calçadas.
E no vazio das madrugadas,
Horizontalmente
   Dormem,
Presos ao desespero!



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Chistian Schloe. 

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Acolhedora dos meus Silêncios...










Ela, magrinha, com os cabelos lisinhos corte a La  Channel, com a neve pousada nos seus cabelos. Tinha as mãos, para mim um sinônimo de carinho, o maior cafuné do mundo...

A minha avó: Uma contadora de histórias; sábia nos conselhos sem intromissão; humor em cada frase e respiração. Grande mestra de um silêncio repleto de cumplicidade, carinho e cura...

Ficava eu com a minha cabeça deitada no seu colinho magro, esperando a sessão de cafuné... Ela, eu e o silêncio...

A minha acolhedora dos meus silêncios, partilhava os meus voos nas ondas do meu Mar de pensamentos; viajávamos no bordado do sentir sem palavras (poesia na essência da raiz da entrega), almas seladas pelo o amor transcendental. Este que revoluciona o Ser por dentro com a marca da bondade.

Nossa cumplicidade daquele dia de sol nascendo...  O banho de mar tão sonhado que lhe prometia à revelia dos cuidados em excesso de Mainha. No nosso silêncio guardava aquela aventura, vinte minutos de folia no mar sereno que nos abraçava. Depois duas toalhas grandes que lhe empacotei com todos os risos nossos... Em casa mais cuidados: banho morno, secador nos seus cabelos nuvens e o mais difícil de dissolver: aquele sorriso de satisfação no seu rosto e nos seus olhos cheios de mar... Mainha pescava as nossas expressões faciais e percebia algo transgressor das suas rígidas recomendações. Nos duas num silêncio profundo de mar...

No dia da sua morte foi o silêncio mais insuportável que eu vivi...

Depois fui fazendo as pazes com ele. Entendendo e apreciando cada vez mais a preciosidade do sentir sem palavras!...


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Alex Alemany

Para minha avó: Uma tentativa de expressar toda a sua beleza amorosa eternizada em mim... Sei que o silêncio é o caminho que nos liga, nos proporcionando a certeza deste elo eterno!...

(Reedição).



                         

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Magia




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A menina aparece
da janela do peito,
com fome de sorrisos
que façam barulho,
clareando a noite das rotinas.

Dela
vem um abraço
com a força de um laço,
a carregar as horas
no espaço da leveza.

Tudo
numa perspectiva maior
a conduzir para a simplicidade
dos dias.

Magia,
o nome da menina,
respirando na retina da mulher.




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Christian Schloe.


domingo, 22 de outubro de 2017

A Medida




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É de veludo a minha pele
a brotar as palavras
que me cabem e
livremente tocam os significados
irreverentes do meu olhar.

O meu livro
sem páginas
cria asas
no meu pensamento,
sobrevoando
no reconhecimento
a medida
da luz.




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alexandrina karadjova.



                     

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O Silêncio...


                            


                                                O silêncio:

                                                A jornada da minha alma

                                                onde as palavras se calam.

                                                O emudecer dos meus sussurros;

                                                a quietude de mim

                                                a transcorrer no silenciar

                                                o mundo,

                                                percorrendo o deserto

                                                da minha solidão permanente.


                                                A música do tempo,

                                                da esfera de dentro.

                                                A navalha que corta

                                                as palavras ao meio...


                                                A viagem da volta,

                                                a ausência dos que ficaram,

                                                o mergulho no esquecimento

                                                do passado inatingível

                                                dançando na linha do presente

                                                Impermanente!



                               Suzete Brainer ( Direitos autorais registrados)

                               Imagem: Google.

                               (Poema Reeditado).

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Que Tal A Gentileza?









       Soletrar o verbo

            vagarosamente,


    deixar permanecer nos teus olhos


       o significado do encontro.


       O mundo está congestionado


           pelo o ruido,


      pela frenética comunicação


          do barulho.


     Há o grito agredindo


     a sensibilidade do sentir


     a  voz melodia,


             no tom bossa-nova...



     Quero o silêncio


     ampliando o som do coração.


    Quero sentir


    o abraço das mãos


    no simples caminhar,


   conectado à infinitude do pôr-do-sol


   desconstruindo a densa realidade. 



   Viver a leveza


   dos movimentos a um toque,


   o encontro do olhar sem esperas,


   a escuta com alma,


   e a paciência de saber ser paciente 


   num mundo com pressa


                                compressão


                                explosão


   ainda assim,


   resta a suavidade


  de uma nova resposta:


                               a Gentileza.... 


(Poema reeditado) 


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)


Imagem: Do Google.








              Caros amigos (as),

          Ainda continuo sem disponibilidade de tempo para
          o voo da partilha, aqui, e no espaço de vocês.
          Assim que puder, visitarei os espaços de vocês.
          Muita saudade deste ato da gentileza da partilha!
          Grata pelas presenças aqui!!
             
          Beijo e Abraço de Paz! 

          Suzete Brainer.                    

              

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Aviso Urgente!




            Meus caros amigos(as) e seguidores, venho informar sobre um perfil falso
            que foi feito no Google+ com o uso do meu nome, este perfil tem o nome
            Suzete Maria Brainer e sem foto e eu acabei de denunciar ao Google+ sobre
            este crime de uso do meu nome. Não consigo entender o que faz alguém 
            cometer um "crime" de usar o nome de outra pessoa, com o propósito para
            quê? Eita mundo insano!... Reafirmo que o meu perfil no Google+  é somente
            Suzete Brainer com foto e do mesmo jeito do meu perfil do meu blog. Somente
            tenho este blog de poesia e não faço parte de redes sociais como FB e etc. Para
            que todos saibam e não confundam o perfil verdadeiro com este perfil falso.
            Estou aguardar a resposta da denúncia que eu fiz sobre este crime. Tentei deixar 
            uma mensagem neste perfil falso, mas não consegui registrar.
            Agradeço a compreensão de todos!
            Uma breve pausa aqui no meu blog, quando retornar,
            visitarei os espaços de vocês
            para o voo da partilha que eu tanto aprecio!...
            
            Beijo e Abraço de Paz!
            Suzete Brainer.