quinta-feira, 1 de novembro de 2018

A Suavidade da Gentileza








Eu sou a poesia pura
Em cada gesto
Do meu infinito
Por dentro!

A dureza áspera,
Na plasticidade da realidade,
Cria vácuos
A arranhar na minha alma
O estrondo de dores da vida...

A tatuagem da vida
Numa perplexidade,
Paralisa as emoções temporariamente.

Os mistérios que passeiam nos meus olhos,
Seguem as batidas
De um coração
Que é refratário à
Desumanidade.

Ficarei sempre por opção
Na suavidade de uma Gentileza!


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: do Google (não encontrei o nome do autor(a)) 



terça-feira, 16 de outubro de 2018

Democracia Verde-Amarela



 


Hoje, venho declarar o meu amor a ti, democracia, com uma suavidade de um bailar de palavras sopradas pacificamente em teu palco-pátria; sem que o preconceito aproprie-se do ar, sem que uma superioridade autoritária asfixie o teu oxigênio respirável,  do respeito às diferenças de ideias.

Quero te sentir sempre nesta pátria verde-amarela e de todas as cores. Quero ser  embalada pelos teus sons diversos, ritmos multiculturais e com todas as mãos: brancas, pretas, indígenas, mestiças, abraçadas em única nacionalidade.

Democracia o teu canto não é violência, segregação e autoritarismo. O teu canto é alegria da conquista da tua liberdade histórica. Quero os teus campos verdes com os índios donos desta terra e nunca esquecer a nossa filiação miscigenada.

Ah, quero a minha pátria na sua simbologia de um sorriso aberto, ritmo nos quadris e a superação com a sua pulsão de vida, no ato criativo da transcendência das crises. Sempre vou querer a minha pátria livre com as plantações e as colheitas do Respeito Pelas Diferenças! ...


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)



              


terça-feira, 4 de setembro de 2018

O Silêncio Que nos Veste...



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Sabes, mãe, mais um aniversário teu, com o mesmo sentir deste elo constante entre nós duas. Os espaços que nos separam, vida e morte, não significam distância e fim.

Somos as mesmas, filha e mãe que se abraçam nesta ilusão que as horas marcam a contagem da existência.  O amor é o único significado que constrói na memória a vibração da vida que permanece sem intervalos...

Hoje e amanhã seremos estes nossos olhares compreendidos na pauta da melodia do silêncio que nos veste...

(Seria seu aniversário no dia 05/09. Saudades eternas e a certeza deste elo de amor que faz a presença diária dela num sopro leve, protetor e eterno...)


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Ingrid Tusell.



Caros amigos e leitores do Piano que Toca Poesia

Infelizmente o meu espaço ficará em Pausa. É notório para todos que estou com a dificuldade sobre a disponibilidade de tempo para as postagens, aqui no meu espaço, e também para as visitas nos espaços dos amigos. Espero que eu possa voltar em breve para a continuação desta convivência, que sempre nomeei como um voo da partilha das artes, das amizades e da sensibilidade humana; que ela nunca nos falte. Este mundo cada vez mais nos parece um portal desértico de gestos solidários.

Agradeço a todos os amigos e visitantes com suas presenças, leituras silenciosas e registros com seus comentários que constituem uma dinâmica saudável e evolutiva da arte poética e literária, aqui partilhada no decorrer destes anos do Piano que Toca Poesia.

Muito grata!!
Beijo e Abraço de Paz.


Suzete Brainer





                


domingo, 19 de agosto de 2018

Melodia dos Passos...




Imagem relacionada




Partículas

        Voam

No tempo veloz,

A palavra

      Na pesca

Sem pressa

     Em desejo

Morada-poesia.



A pontuação

     Na dança

Com a melodia

     Desfaz

A monotonia

Das horas monocromáticas.



A vida

Derrama-se

Nesta xícara de cappuccino,

      O gosto

Apropria-se de mim.

E, num sopro

    Sem tino,

O chocolate amargo,

     Destino

Dos meus olhos sorridentes

Nesta filosofia:

    Chocolate

    Poesia.


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Fotografia da Elizabeth Gadd.



                           



quarta-feira, 1 de agosto de 2018

A Vida é o Milagre Maior...




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Ela não sabia nada e apreciava este libertar-se das pretensões dos donos da verdade. Colecionava seus sorrisos com muito zelo neste passeio pela existência. Lembrava-se sempre do respirar profundo ao sentir o vento desalinhar os seus cabelos, a natureza exala o perfume do jardim cultivado na delicadeza dos gestos incondicionais.

Pensava, pensava que a vida é urgente na sede de senti-la, 
sê-la e desnudá-la de qualquer possibilidade de apropriação.

A vida é mágica no aprendizado de não se perder nos falsos controles, no movimento de sempre se achar dentro de si, no tom da sensibilidade que humaniza.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Ingrid Tusell.





                           
       

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Esta Rua Deserta Pátria









Nesta rua deserta do meu País,
A fome crua
Assombra
Os sem-nome
Que escondem a tristeza no chão
Batido da calçada.

A faca amolada
Da violência da marginalização
Escurece rostos
Na sombra, 
Entre sobras do lixo orgânico.

São humanos
Em total abandono;
Carregam dentro de si
Esta rua deserta
Chamada 
Pátria!


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Christian Schloe.