sexta-feira, 13 de julho de 2018

Esta Rua Deserta Pátria









Nesta rua deserta do meu País,
A fome crua
Assombra
Os sem-nome
Que escondem a tristeza no chão
Batido da calçada.

A faca amolada
Da violência da marginalização
Escurece rostos
Na sombra, 
Entre sobras do lixo orgânico.

São humanos
Em total abandono;
Carregam dentro de si
Esta rua deserta
Chamada 
Pátria!


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Christian Schloe.


quarta-feira, 4 de julho de 2018

O Silêncio Música




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Uma dor muda,
Num som sem volume,
O vazio estilhaçado no voo
À janela fechada.

Às vezes no silêncio da vida
Mora a nostalgia da alma.
Ficamos sem voz
Com o nó das palavras
Amarradas na garganta,
Numa estreita passagem de indignação.

E noutro dia,
O sol dá a passagem
E, de tanta luz,
O silêncio torna-se música.


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Ingrid Tusell.



                        

quarta-feira, 20 de junho de 2018

O Corpo Desejo



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Esta tua boca
      muda
sinaliza
o nosso círculo de fogo,
no abismo
     ardente
da palavra
    desejo.

Estes teus olhos
    colam
no meu corpo,
    na dança
das palavras,
   despidas de limites.

No abraço das mãos,
a unidade
    translúcida
das nossas almas,
assume um
    único corpo,
na perfeição
    do instante.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Fotografia de Elizabeth Gadd. 





quarta-feira, 13 de junho de 2018

Sem Palavras




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Estou quieta
Num ponto sereno.
A alma tão na minha pele,
As ruas tão desertas
A escorregarem os sonhos ...

A minha pátria
Tão sem destino, 
Que o silêncio
Adormece
As palavras nas minhas mãos.


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Fotografia de Elizabeth Gadd.


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Meditação



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Pássaro de asa
               Pequena
Em voo
No universo
             Grande
Do eu sou.


Nesta porta
Do eu
A luz entra
           Sem sombra
Do outro.


E o pensamento
         Silencioso
No vazio do mundo.


O voo em
        Um segundo
Amplia a singularidade
Na simplicidade de Ser.


Com os olhos abertos
Na recolhida paz,
           O coração
           Bússola
Caminha pela humanidade.


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Fotografia de Elizabeth Gadd


AVISO: Pausa no blog,  assim que puder
             volto (voo) aqui e nos espaços 
             de cada um.
            Beijo e Abraço de Paz!
            Suzete Brainer.


domingo, 27 de maio de 2018

Canto aos Frágeis




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Hoje,
Vejo todos os frágeis
Com um tecido de sentires
Que vai além das
Palavras mortas
De glórias.

Vejo os frágeis
Que vestem a realidade
Na rearrumação
Do espaço dos sonhos,
Que não gritam a vantagem
Bruta
De invasão e posse.

Existe uma fortaleza
Na fragilidade,
Com gosto honesto
Da sensibilidade
Que toca na dor
De dentro
E de fora.

Canto para quem sente
O desencanto
Do avesso
Da solidariedade.
Um travo
Na palavra molhada
Da indignação
De todas as desigualdades.
Canto o silêncio
Da opressão
De todos os abandonos.

Canto sem música
No piano.
Um belo Noturno
Transcende
Todos os desenganos!...



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Do Google.

(Reedição)

sexta-feira, 18 de maio de 2018

A Casa-Palavra




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Germinam em mim
Palavras colhidas,
Suavemente
Retidas
Para uma dança
De sentires.

Como raízes
Ficam
Ecoando
A sua essencialidade perene...

Os olhos à espera
No toque mágico
Das palavras,
No seu transporte de eternidades!


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Ingrid Tusell