quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A Vida É Uma Garça








                            A vida é uma graça

                                           Uma garça branca

                                                    Voando na praça.

                                                                  Na praça

                             Há vida

                                          A graça da garça branca

                                                    Voando no infinito...

                                                                  No céu

                            Um ponto branco

                                         A garça

                                                   Com a graça da vida!

                          
                         Suzete Brainer (Direitos autorais registrados) 

                         Imagem: Google




                         

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Eclipse





nishe:

Gustav Klimt




 Hoje,

           sinto uma inquietude
   
                   correndo pelas minhas veias,

     Arranhando a minha paz.


     Solenemente um ar triste

                 deseja possuir-me.

     Mas,

           me encontro

                 Indisponível.

      Formalmente digo não,

           e busco a minha alegria

           que ultimamente

          anda muito fora de casa

      apagando as luzes

     da minha

                estação.


      Mas olho,

      e, ao olhar,

      me sinto inteira,
  
     mesmo quando,

            em pedaços,

            vou construindo

     meus dias

            solares.




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)


Imagem: Obra de Gustav Klimt. 





]                                     


sábado, 5 de agosto de 2017

Um País Escurecido





                                                    “Aqui tudo parece
                                                                 Que era ainda construção
                                                                E já é ruína”.  (Caetano Veloso).



Que País é este,
Em que a corrupção
É o combustível das
Almas pérfidas dos políticos?
Sem máscaras
Não escondem o rosto da perversidade
De levar
A Pátria à lama...

Eles, com fôlego,
Para decorar
As suas realidades no luxo.
Com seus atos,
Cristalizam
A realidade
Absurdamente prolífera,
De uma população
Que dorme nas ruas
No lixo da marginalidade...

Que País é este,
Em que a mentira
Ordenada
Como verdade,
Apoderou-se dos sonhos?!...

Suzete Brainer (Direitos autorais registrados).



                                        


Marisa Monte








                          Adorável  Música da Marisa Monte para
                     nos proporcionar flutuar, voar!....
                  
                     Beijo e Abraço de paz!

      

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

O Encantatório da Liberdade



 



Penso em ti, e a caixa da minha memória com asas no tempo, traz a menininha de pés de bailarina (sempre em ponta...), ecoar no seu sentir integrado com a natureza: ”Tia, joga as uvinhas do mar para os peixinhos!”.  Os teus olhos guardavam o colorido das flores, do céu, do mar, dos animais. Tu sempre percorrias pelos campos verdes, a brotar o sublime da tua alma...

Existe em ti um encantatório da liberdade. Os teus pés já diziam desde criança, que tu voavas com as sementes dos teus sonhos, a semear esta sublime liberdade, descalça no toque do natural, genuíno e belo.

Nos meus olhos fica este encantamento a criar braços ao teu redor, a colher esta ternura que te veste e sempre te chama: Bru!

Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)
Imagem: Foto de Bru.

Dedicado a Bruna Lobo Brainer (Minha sobrinha e filha de alma e coração).

Bru,

Beijinhos saudosos!!


domingo, 30 de julho de 2017

Artesanato do Afeto





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A sombra
Das minhas palavras
Escurece.
        Tudo evapora
No sopro do tempo
        Que cristaliza
A efemeridade
        Humana,
   Sem registro
   Sem infinitude
   Sem importância.

Nada resiste
Em brilho permanente
No palco
Ativo
Das flores.

Mas, a memória,
Em artesanato
Do afeto,
         Guarda
Em outro
        Caminho
A eternidade
        Do
       Amor...



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem : Obra de Dominik Jasinski.


domingo, 23 de julho de 2017

A Partilha é a Viagem da Vida...





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Parece que existe uma escada: cada um busca subir aceleradamente ao alcance do holofote dos “nadas”; o engano do “astro” no palco em que se desfaz a vida...

Nos bastidores se guarda a coleção das dores, debaixo dos travesseiros. A gaveta da memória se abre para aqueles em quem o sorriso povoou um cenário vivo do amor!...

A vida circula nas ondas dos afetos; na simplicidade das entregas e fica nos elos de cumplicidades. A partilha é a viagem da vida, mesmo na morte dos minutos cristalizados em passado. A vida no signo do veículo do amor, é para sempre!...




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Christian Schloe.


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Meu Amor, Deixa-me Adormecer...











Eu adormeço no teu peito,
Os teus braços envolvem a minha alma
Em silêncios protetores
E um azul sossego
Expande em mim
A serenidade
Que navega
Na pacificação do teu ser.

Tuas mãos nos meus cabelos
A presentificar
Este amor sublime
Que transfigura
Os barulhos de
Um mundo explosivo.
Em ti
Mora a minha infinitude
Com asas.
És o meu universo
Escolhido,
A brilhar nos meus olhos
A tua imagem
Na janela da minha alma!...




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alberto Pancorbo.



      

                         


                        

domingo, 16 de julho de 2017

Não Importa o Tempo da Colheita





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Foge em mim
A esperança
No sentido contrário
Da certeza.
Meu coração
Sopra a tristeza
De uma Pátria saqueada
Sem nome.

O homem
Político-esperteza
A dissimulação na mesa,
As mentiras como bandeirinhas
Enfeitando o salão da indecência.
Cada gesto
          Ato planejado
-Atmosfera de glória-
        Sem perdão.

Fica em mim
A serenidade
De saber que a vida
Tem  suas leis
Tão justas no plantio,
Sempre se colhe o que planta,
Não importa o tempo da colheita.

A vida,
Percurso nos mistérios
De um rio,
Acima da pequenez dos homens.




Suzete Brainer (Diritos autorais registrados)

Imagem: Obra de Chistian Schloe.


sábado, 8 de julho de 2017

Aos Poetas...





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 Sempre estarei atenta,

À gentileza da alma.

Esta me mobiliza

Um sorriso aberto,

Uma mão estendida...

Gosto de ser conduzida

Pelo olhar dos poetas,

A desconstruir a normalidade;

Flutuar pelas curvas da invisibilidade,

Sentir as palavras na efervescência

Da brevidade dos instantes libertários,

Nas páginas da vida...



Acredito nas almas dos poetas,

Encantadores do tempo,

Equilibristas:

Passos entre o sonho e a realidade.

Existe uma magia sobre os poetas,

Uma insubordinação do imaginário,

Uma transgressão da mortalidade,

Uma sede visceral

Da emoção...




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Ignat Ignatov


Dedico a todos, no espaço de cada um,

encontro a arte singular e bela.

Encantadora aos meus olhos...

PS: Para mim, o poeta não só é

quem escreve, mas também o que sente,

olha o mundo e traduz em arte.




                             

domingo, 2 de julho de 2017

O Canto da Vida...





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Ela caminhou, caminhou pelo seu espaço aberto de certezas, tão suas, que tocava uma a uma, no reconhecimento da sua história. A sua memória de caixa azul, na qual todas as borboletas do seu céu da boca voavam nas manhãs ao redor do sol.

O silêncio que lhe acompanhava, tocava para as borboletas se sentirem livres dos ruídos urbanos; esperava a paz vesti-la numa suave valsa de sentidos que sempre lhe pertenceram.

Ela sabia que cada dia é como folha a ser vestida no calor da emoção, mas o raciocínio claro como uma faca a fez cortar o pessimismo intruso e deixar as mãos dançarinas nos gestos do amor.

Foi quando ela desnudou todo o seu pensamento e constatou a vida dentro dela, que canta a alegria, numa dose equilibrada de sossego!



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Chistian Schloe.





                                      

               
                                    


sábado, 17 de junho de 2017

Sem Voo...





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Tem dias que tudo
Fica no oco do vazio.
Palavras se desintegram
E o olhar não viaja
Pela  beleza.
A poesia se quer crua
Na lucidez de uma realidade limitante.
Verbos como navalha a cortar
A mortalha da nostalgia;
Uma lembrança qualquer no terreno
Da infância repleta  de risos
Que restabeleça o voo da fantasia...

O som colhido pela memória...
A voz da minha avó
A me dizer:
“Tu sabes voar, minha bonequinha?”



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Chistian Schloe.



quinta-feira, 15 de junho de 2017

Dias Emudecidos...




Os dias revestidos de um silêncio,
saltitantes de esperas
e o mundo explosivo,
distante  de uma serenidade
que pouse nos olhos humanos...

Os relógios do tempo
a virar poeira
de uma esperança nacional
ultrajada e roubada.
Páginas sem calendário de ordem,
os roubos sucessivos
na vitrine dos escândalos,
numa parcialidade criminosa...

Os dias são assim, doridos
de uma Pátria destroçada,
notícias a ficarem amareladas
e o jornal no percurso de uso
sem nenhuma
esperança de decência,
sem nenhum brilho
de orgulho nacional,
     Sem recursos
     Sem leis e direitos
     Sem identidade...

Os dias emudecidos,
reflexos
de um sol escondido
que não traz
a esperança de dias melhores...


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Aviso: Quando voltar ao ritmo normal do voo da partilha,
            visitarei os espaços de arte dos amigos...
            Beijo e Abraço de Paz! 






                                  



                                             

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Clara Claridade...





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Clara
Liberdade,
Insinuante luz
Em verdade
A desabrochar no
Teu sorriso
       Explosivo
      Contagiante...

Clara
Originalidade
Nos compassos
Deste teu coração
                  Gigante
                 Generosidade...

Clara
Nos posicionamentos,
Distinta personalidade
A espalhar
         No ar
A claridade
       Etérea
De outra galáxia...

Clara,
Claridade,
Sorriso que espelha
O sol
Sem sombras.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alexandrina Karadjova.

Dedicado a minha sobrinha e afilhada
(filha de coração e alma...),Clara Lobo Brainer,
no seu mês de aniversário...
Beijinhos para ti, Cla!



                               


                               


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Igualdade É o Teu Nome...





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O teu nome,
Igualdade,
Pousa na leveza
Dos dias ásperos de preconceitos.

Vem,
Igualdade,
Incorpora em tua força
Algum sentimento nobre
De irmandade,
Nesta raça humana
De guerra.

Os olhos são ferozes
Na condenação,
As mãos são facas
Na segregação;
E na escassez
De abraços,
Resta
O sol para todos!...

Igualdade é o teu nome
Que passeia
Na minha utopia de mundo.


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alexandrina Karadjova.


Aviso: Estou no momento sem quase tempo disponível para
          o voo da partilha que tanto aprecio, irei devagar nas
          postagens aqui e nas visitas nos espaços dos amigos. 
          Quando tiver condições, voltarei ao ritmo normal.
          Agradeço a compreensão de todos.
          Beijo e Abraço de paz!...





                            

      



quarta-feira, 24 de maio de 2017

Grandes Poemas Que Eu Adoro




Unidade


Minh’alma estava naquele instante
Fora de mim longe muito longe

Chegaste
E  desde logo foi verão
O verão com as suas palmas os seus mormaços os seus
                                                  [ventos de sôfrega mocidade
Debalde os teus afagos insinuavam quebranto e molície
O instinto de penetração já despertado
Era como uma seta de fogo

Foi então que minh’alma veio vindo
Veio vindo de muito longe
Veio vindo
Para de súbito entrar-me violenta e sacudir-me todo
No momento fugaz da unidade.


Autor: Manuel Bandeira.

Livro: poesias reunidas Estrela Da Vida Inteira.



Manuel Bandeira: Nasceu na cidade do Recife, Pernambuco, no dia 19 de abril de 1886. Em 1913, Manuel Bandeira convive com o poeta francês Paul Éluard, nesta partilha com o poeta possibilita para a poesia do Bandeira o verso livre, o tornando o mestre do verso livre no Brasil. Em 1921, conhece Mário de Andrade e colabora com a revista modernista e se engaja no ideário modernista. Em 1940 foi eleito para Academia Brasileira de Letras. Ao completar oitenta anos, em 1966, publica “Estrela da Vida Inteira”. Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho faleceu no Rio de Janeiro, no dia 13 de outubro de 1968. 




                    





quarta-feira, 17 de maio de 2017

As Folhas Amareladas




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Aquela folha amarelada

num canto do chão,

transportou-me no tom

nostálgico,

no rapto do instante-presente,

de repente a menina

que corria nos quintais,

os pés brancos que

realçavam sobre as folhas amarelas queimadas,

pisadas,

emitindo o som da liberdade das horas

nas tardes recolhidas de sol...


Agora, neste instante

colhido em pensamento flutuante, 

a mulher com as asas da menina,

voa simplesmente

levando as folhas...




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Daniel Gerhartz.



quarta-feira, 10 de maio de 2017

O Rodopio das palavras...






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Bailando nas pontas dos pés
Desenhou um coração
Acelerado de paixão.
Todas as palavras voaram
Tontas,
Sem sentido de realidade...

A amplitude dos gestos
Ficou nos olhos,
A rodopiar
No sonho da entrega!




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Richard S. Johnson.





                             

sábado, 6 de maio de 2017

Belchior, o Poeta eterno!...





Belchior, um poeta eterno que, na excelência das suas canções, evoca emoção e humanidade, numa poesia musical, original e atemporal.

O poeta compositor-cantor-intérprete desprezava a fama-dinheiro como uma dupla explosiva de alienação, porém, com uma singularidade rara que cantava:
 "Não sou feliz, mas não sou mudo
 Hoje eu canto muito mais.” (Música: GALOS, NOITES E QUINTAIS).
                       
Eu tive a dificuldade de escolher as suas músicas, amo a sua poética musical e por isso resolvi deixar duas músicas com as letras aqui neste meu espaço.
Quando um Poeta morre escurece o mundo. Ficamos com a claridade da sua poética a nos guiar na beleza eterna da arte!...
Viva a Música Brasileira!!
Viva o Músico-Poeta, o Artista Belchior!!


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados).







                        PARALELAS


Dentro do carro, sobre o trevo a cem por hora, oh! Meu amor
Só tens agora os carinhos do motor
E no escritório em que eu trabalho e fico rico
Quanto mais eu multiplico diminui o meu amor

Em cada luz de mercúrio vejo a luz do seu olhar
Passas praças, viadutos, nem te lembras de voltar
De voltar, de voltar

No corcovado quem abre os braços sou eu
Copacabana esta semana o mar sou eu
Como é perversa a juventude do meu coração
Que só entende o que é cruel e o que é paixão

E as paralelas dos pneus n'água das ruas
São duas estradas nuas em que foges do que é teu
No apartamento, oitavo andar, abro a vidraça e grito
Grito quando o carro passa: teu infinito sou eu, sou eu, sou eu, sou eu

No corcovado quem abre os braços sou eu
Copacabana esta semana o mar sou eu
Como é perversa a juventude do meu coração
Que só entende o que é cruel e o que é paixão






                                               


Na Hora do Almoço




No centro da sala, diante da mesa
No fundo do prato comida e tristeza
A gente se olha, se toca e se cala
E se desentende no instante em que fala
Medo, medo, medo, medo, medo, medo
Cada um guarda mais o seu segredo,
A sua mão fechada, a sua boca aberta,
O seu peito deserto, a sua mão parada,
Lacrada, selada, molhada de medo
Pai na cabeceira, é hora do almoço
Minha mãe me chama, é hora do almoço
Minha irmã mais nova, negra cabeleira
Minha avó reclama, é hora do almoço
Moço, moço, moço, moço, moço, moço
Que eu ainda sou bem moço prá tanta tristeza
Deixemos de coisa, cuidemos da vida
Pois se não chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço sem ter visto a vida