sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Palavras de Afeto







Palavras seguem

Ondas de contato

Num imediato

          Ato

          Hiato

De afeto que corre

         No elo

Do abraço saudoso.


Palavras ficam

E colam

      Na alma

Carregada na memória

Do amor incondicional.


Palavras ecoam

Em melodia

Da vida que se guarda:

      Um sopro

      Um sorriso

      Uma lágrima

O amor que se respira

Nos instantes vividos. 






Queridos,

Farei uma pausa no blog e logo voltarei

para o voo da partilha...

Beijo e abraço de paz!



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Fotos da querida Lis (Um olhar de sensibilidade

poética rara e excelência na arte da fotografia).

Do seu blog Flor de Lis.






sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Passarinho Poeta (Poemas de Manoel de Barros)








O Fazedor de Amanhecer


Sou leso em tratagens com máquina.

Tenho desapetite para inventar coisas prestáveis.

Em toda a minha vida só engenhei

3 máquinas

Como sejam:

Uma pequena manivela para pegar no sono.

Um fazedor de amanhecer

para usamentos de poetas

E um platinado de mandioca para o

fordeco do meu irmão.

Cheguei de ganhar um prêmio das indústrias

automobilísticas pelo Platinado de Mandioca.

Fui aclamado de idiota pela maioria

das autoridades na entrega do prêmio.

Pelo que fiquei um tanto soberbo.

E a glória entronizou-se para sempre

em minha existência.



Tratado Geral das Gradezas do Ínfimo



A poesia está guardada nas palavras _______ é tudo que eu sei.

Meu fado é o de não saber quase tudo.

Sobre o nada eu tenho profundidades.

Não tenho conexões com a realidade.

Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.

Para mim poderoso é aquele que descobre as

insignificâncias (do mundo e das coisas).

Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.

Fiquei emocionado.

Sou fraco para elogios.



Os Deslimites da Palavra


Ando muito completo de vazios.

Meu órgão de morrer me predomina.

Estou sem eternidades.

Não posso mais saber quando amanheço ontem.

Está rengo de mim o amanhecer.

Ouço o tamanho oblíquo de uma folha.

Atrás do ocaso fervem os insetos.

Enfiei o que pude dentro de um grilo o meu destino.

Essas coisas me mudam para cisco.

A minha independência tem algemas 





A minha homenagem a este fazedor de amanhecer, o Poeta Passarinho

que deve estar colorindo as eternidades com a sua mágica poética.

Voa grande Poeta,

daqui acompanhamos o voo... 

Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem do Google

Poesia do Mestre Poeta Manoel de Barros.





sábado, 8 de novembro de 2014

O Olhar Refletido










No teu olhar vejo refletido os dias longos;

a aspereza da luta contra a desigualdade

que l-e-n-t-a-m-e-n-t-e

adormece os teus sonhos

de criança não vividos.


Sinto a luminosidade

do teu olhar,

espelhando a beleza genuína

de um silêncio que fala...


O teu olhar

          reflete

o olhar 

de quem te quis

          eternizar

de luz e sombra.

Vejo
       
a busca de mudança

desenhada no teu sorriso
         
         tímido,

mas que não cala a e-s-p-e-r-a-n-ç-a!? 
         
         




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Foto do Genial Sebastião Salgado-Africa.



sábado, 25 de outubro de 2014

O Voo Livre




 Asas sobrevoando no cinza,
Um voo preto e branco
Dissolvido de instantes de lucidez.
A cor renasce pelo
Dourado estelar
A ressurgir sonhos guardados
Na colheita da claridade.

O essencial sempre fica
Brilhando na
Memória do afeto,
Ecoando na libertação
Do voo do perdão.


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem do Google.  




quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O Mar








O mar me convida para dar um mergulho

Na onda profunda da sua infinitude

Encanta-me com o seu canto de silêncio borbulhante

Numa solidão mágica da noite

Engolindo todo horizonte.


Amanhece com o brilho estelar dourado

Que acorda todo o universo e deita na minha cama

E pousa nos meus cabelos dourados

Que amanhece mar.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem do Google: Foto de Fernando de Santis
                                  
                                  (Flickhilermind.net/tags/nascendo)




terça-feira, 16 de setembro de 2014

A Casa (Nua)







O presente sempre
Faz a chamada
Para o retorno à casa.
As lembranças impulsionam
Para a corrida do esconde-esconde,
Onde o passado tenta se apropriar,
Mas o seu espaço inexistente
Sedimenta o agora:
A verdade flutuante
Vestida dos afetos construídos.

A casa despida,
Vazia,
Ocupa o destino das horas.
Horas que fluem
Com a pretensão
De atingir a leveza
Do voo,
Nas asas luminosas
Da invisibilidade instantânea.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)






sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Silenciosa Saudade de Ti









Agora
A minha saudade
É leve,
Numa suavidade
Contornando as tuas lembranças,
Que moram em mim, mãe.
Uma dança sem festa,
Pois a ausência do teu sorriso
Silencia a alegria.

Os dias correm
Repletos de ti.
Sempre sinto a tua presença
No aroma do amor,
Que criou raízes
No terreno dos sonhos,
Onde nunca nos separamos.

Guardei aquele abraço (infinito)
Do sonho de ontem...



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alexey Slusar.


Partilha: Era o dia do aniversário da minha mãe...
                Fico com a minha saudade silenciosa....



domingo, 24 de agosto de 2014

O Infinito Perto










Tu dizes que algumas palavras
Pesam como
Uma bomba que explode,
Que o silêncio pode ter
Uma melodia doce
A espalhar sossego
E ficar dentro (na alma)
Em som de paz.

Eu gosto de alcançar a paz
Que percorre o mar.
Nele encontro o universo sossegado
Que mora em mim.
Às vezes quando estou fora e
O barulho pesa com
As coisas insignificantes,
Mergulho veloz mente
Para o (meu) infinito...



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Lauri Blank.



sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O Agora











Não envelhecem
As medidas certas
Que levam
Ao gesto
Do abraço,
Ao carinho
Que conecta
O coração solidário.

O nascer do sol
Que brilha
Uma suavidade (humana),
Não esquecida
Na poeira dos dias
Empilhados do ontem.
A vida não espera
Pelo gesto perdido:
A lacuna se transforma
No abismo
Do hoje.

A vida continua
Cheia de beleza refletida
Nos dias todos
Nascidos do agora...




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Lauri Blank.


Partilha: Que todos se sintam abraçados por mim, 
                neste agora...


domingo, 3 de agosto de 2014

Ventos de Agosto








Ventos de agosto,

Este som com a canção

Do dia que permanece noite, 

Preenchendo os labirintos da minha alma.

Sinto-te como uma flauta doce,

Percorrendo memórias,

Acordando fantasmas silenciosos

Para uma dança regida

Pelo vento libertador,

Registrado pela lua

Refletida de mar...


Ventos de agosto,

Que me suspende

De ar renovado

De sonhos.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados).

Imagem: Obra de Lauri Blank.



quinta-feira, 17 de julho de 2014

Colheita










A liberdade plana

   Nas asas do vento,

Soprando em mim

O entardecer alaranjado,

Guardando as flores e frutos do meu desejo.


Fico

Saboreando a colheita da claridade...





Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Chelin Sanjuan.





sábado, 12 de julho de 2014

Ontem










Instantes correm
na sombra do passado.
O agora veste
o único espaço do presente.
As lembranças se foram,
em sombras permanecem
nos fantasmas do ontem.

O ontem ficou
no azul escuro...
Mas as estrelas
escolheram brilhar
      (hoje)
no azul claro sereno,
onde guardei
a minha infinitude...


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Chelin Sanjuan.

Partilha: Dedico este poema à querida poetisa (magistral) 
Laura Santos (blog escrito no vento).
Aguardo a tua volta...
Existem pessoas que têm o dom (missão) das palavras,
não só na expressão de excelência.Mas, que
transcendem na beleza de um sentir (poético), no
preenchimento de um espaço que surpreende.
Uma dessas pessoas é a querida Laura Santos.
Meu carinho cheio de saudade... 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Vozes entre Silêncios Marítimos








Escutei o teu silêncio:

flutuava sobre uma 

onda verde azulada,

borbulhava algumas palavras

douradas,

refletidas de sol

da tua poesia...


Então,

escutei a tua voz

espelhada de mar,

no todo silêncio

do universo

que se abraçava...


Voltei ao meu silêncio;

tu em som

me embalava

na melodia do teu mar...


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Lauri Blank





segunda-feira, 23 de junho de 2014

Olhos da Inocência








Não sei.
Quero nunca saber.
Não serei dona de nenhuma verdade
que aprisione a liberdade
das minhas perguntas.

Não sei as respostas.
Gosto de percorrer por
cada dúvida nascida,
sem pressa
olhar em cada direção,
o renascimento
dos instantes perdidos.

Sei
que sinto
e, ao sentir,
permaneço humana...

Voltar ao início,
ao porquê das crianças
que caminham prazerosamente
pelo o não-saber,
sem nenhum peso da arrogância.
A criança faz uma
jornada às estrelas,
com o brilho da inocência...

Sei que quero
a inocência ainda,
colorindo os dias nublados...



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alexey Slusar.




domingo, 15 de junho de 2014

Chama








Chama
a sombra
da luz que arde
em chama...

Chama o nome
que acende
a tua chama...

O teu fogo pleno
clama
e chama...


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Andrew Atroshenko. 




quinta-feira, 5 de junho de 2014

O Começo nos Pertence...










Não fale,
Um gesto
Clarifica onde
As palavras se escondem...

Me dê a mão
Que eu te acompanho
Ao pouso do silêncio.

Ficaremos
Sempre no começo:
O meu olhar captura
O teu sorriso;
O teu sorriso é tão meu...
Talvez seja (eu) o motivo
Desta luz (tua) que brilha
A contornar os dias
Sem despendida.

O começo nos pertence...


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Santiago Carbonell.




quarta-feira, 28 de maio de 2014

Luzir









Nos poros fica a luminosidade

de uma quietude guardada.

No olhar recolhido numa paz de instante,

permanece o sentir da plenitude

de pequenos passos existentes.


Um sopro

de ar rarefeito,

esclarece os dias com seus mistérios...



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alexey Slusar.



terça-feira, 20 de maio de 2014

Breve Noturno de Maio




Sakura




Maio nesta brisa suave e ondulada,

Fico nas gotículas de chuva

Tocando o mar no renascimento das ondas gigantes,

Assustando a rotina cinza.


O vento de maio anuncia delicadamente

A mudança de clima.

Mesmo que o calor não desista

Do seu papel principal,

Maio canta um breve noturno de sossego.




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)


Imagem: Obra de Keith Mallett.



terça-feira, 13 de maio de 2014

Meu Grito Mudo...









Como falar de ti?

Descrever a exclusão social

Espalhada pelas ruas escuras do abandono,

              Sem nome

              Sem rosto

              Sem pátria...


Como te esquecer?

A fome grita a miséria

E marca no rosto o peso

            Do (Ser) desconhecido...


Mas quero te dizer

Que sinto,

Sinto muito por essa desigualdade;

Uma realidade tristemente

            Aceita...


Porém digo:

Com este meu grito mudo,

           Resisto!



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)


Imagem: Obra de Agnes-Cécile.



sábado, 3 de maio de 2014

Um Piscar de Olhos...






Artista Jim Warren "Sonho Watcher"






Talvez seja melhor
       
Andar de olhos fechados,

Ampliando o meu sentir.

Os sons são tão agradáveis dançando no silêncio,

O mar em suave melodia ou

No efervescente tango,

Arrebata-me para uma unidade cósmica.

O rodopio do vento nos meus cabelos,

Libertando pensamentos oníricos.


Preciso abrir os olhos,

Pois o azul do céu da minha cidade

Tem o mais belo infinito do mundo...


Entre o abrir e fechar dos meus olhos,

O colorido do mundo prevalece

Sobre a dura realidade dos homens,

Na plena suavidade bela

Da natureza.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)


Imagem: Obra de Jim Warren.


                                                                                                   

sábado, 26 de abril de 2014

Pequeninos Grãos de Areia...











Às vezes me inquieta este mundo:

Abismos se constroem

Numa incompreensão palpável.

O silêncio é corroído

Por gestos mesquinhos,

As palavras são usadas,

Deformadas na essência construtiva.

Nada sobra desta atmosfera hostil,

Nem um sopro

Que leve, uma delicada

Forma de expressar

O afeto

Em um abraço.

Único abraço, que cale

O eco do vazio,

Do não sentir

O outro em mim...


Pontes são destruídas facilmente nesta selva humana,

A legitimidade do sentir,

É para poucos

Que gostem de uma caminhada de mãos dadas...


Nada como olhar para

O infinito do mar,

Dimensionar as dores

Em pequeninos grãos de areia...


Suzete Brainer ( Direitos autorais registrados)

Imagem do Google.



segunda-feira, 21 de abril de 2014

Navegando...









Pulsa

pulsa

algo em mim,

uma saudade adormecida

de um tempo esquecido,

uma outra época não vivida,

renascida na música ouvida,

lançado-me a mares revoltosos,

ondas gigantes,

e eu náufraga no meu “agora”.

vejo, distante

a música silenciar

todo o barulho

da minha inquietação.


A paz arruma

o silêncio por dentro.

Volto a flutuar

sobre o azul

do meu mar pacífico...



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Jim Warren.





quarta-feira, 9 de abril de 2014

Vida, Breve Flash...






Sempre senti a vida

             como breve.

             Ondas que sopram

             espumas de ideias.

            Olhares diversos
    
            da realidade instantânea.


           Em todos os lugares

                  Pontos

                        Raízes

          Buscam conexão.

         Infinitas possibilidades

        de encontros

        no oceano do acaso.

          O estar aqui:

       Um flash da consciência

             Flutuante;

      Um adormecer de terras

            Distantes;

     Um acordar no ponto

            contínuo,

     Na hora das cortinas

           fecharem.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

 

sábado, 5 de abril de 2014

Explosão











   Nuvem

  Levando

 Todo o desengano

 Transparência empoeirada

 Pela eloquência

 Atormentada.


Facilmente

Feridas se abrem

Jorrando

A dor adormecida.

Escurece:

O horizonte distante,

Permanece.


Gestos

Calam doces palavras

Passos que se perdem

No eco

Do nada.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)


Imagem: Obra de Jiang Guofang.




sábado, 29 de março de 2014

(A)MAR




A espuma desenhada

na areia

com a importância

de Ser parte

do todo Mar.


As ondas seguem

o ritmo natural 

do sagrado oceano

que as conceberam.


Eu fico a observar

tanta beleza

harmonicamente viva

e me deixo levar

pelo sentir-me oceano

em que me transformei...










Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)


Imagem: Do Google.