quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

A Cor da Poesia




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Muda,
a poesia cala a palavra,
com a luz
do imaginário da criança,
que explode nos olhos do poeta.

Clara,
nas mãos da criança,
todos os sentidos dançam
na palavra esquecida da
improvável lógica;
e  nasce brincadeira
pescada
no fio do encantamento!...

A cor da poesia
é a criança
soprando no coração do poeta,
o destino das palavras nuas.



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Chistian  Schloe. 




20 comentários:

  1. OI SUZETE!
    TÃO LINDO!
    SE A POESIA TIVESSE UMA COR, SERIA A DA CRIANÇA E QUE NA CERTA SÓ O POETA A IDENTIFICARIA, TENS TODA A RAZÃO.
    ABRÇS
    https://zilanicelia.blogspot.com.br/

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  2. Olá, querida Suzete, que lindo esse poema da infância ingênua! Haja coração! Criança não tem maldade, não tem lógica, criança é pura emoção! Por isso sempre nos identificamos quando existe poesia, crônica, conto que falam nas sensações das crianças... dá saudade, é alegria, é nostalgia. Deixamos os castelos, as fadas, as ilusões pra trás e passamos a encarar a realidade, as responsabilidades, preocupações desenhadas pelos caminhos e curvas apertadas. Mas é o jeito. Temos de encarar.
    A obra está fantástica, muito delicada. Ferreira Gullar na sua lucidez magnífica, disse que a arte existe porque a vida não basta!
    Beijo, uma ótima semana!

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  3. Fascinante poema. Adorei :))


    Magia sem Rumo
    .
    Bjos
    Votos de uma boa noite

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  4. A poesia tem a cor que a imaginação do poeta lhe quis imprimir.
    Simplesmente maravilhoso.
    Beijinhos
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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  5. Não temos dúvidas, Suzete! Esse fio de encantamento já o trazes do berço e do tempo em que o mundo se fazia à nossa maneira. É esse imaginário que explode nos teus olhos de poetisa. E essa dança que, na palavra, nos fascina.

    Parabéns, minha amiga. Beijinho,

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  6. O teu poema, Suzete, "A Cor da Poesia" está dotado de indizível beleza. Penso no momento mágico que te inspirou. Dos meus sentidos passo à razão para dizer que tal obra poética deve-se ao inegável talento que tens, minha amiga Suzete, como se pode sentir pela leitura da primeira estrofe de "A Cor da Poesia":

    "Muda,
    a poesia cala a palavra,
    com a luz
    do imaginário da criança,
    que explode nos olhos do poeta."


    Parabéns, Suzete.
    Um beijo.
    Pedro

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  7. A Poesia tem a vocação da "inocência palavra", tantas vezes maculada por significados e sentidos espúrios. Em qualquer caso, uma inocência "fingida" (não for o poeta um fingidor), sem o que o "discurso poético" decairia em discurso "patético" e infantilizado.

    Mas destes riscos se afasta com talento a Poetisa, que da brincadeira e da palavra infantil, a que associa o momento inaugural do poema, sabe eleger e separar aquilo que à poesia verdadeiramente interessa, ou seja, “todos sentidos (que dançam)/na palavra esquecida da/improvável lógica” da criança.

    Um poema exemplar, minha amiga Suzete, que gostei muito de ler e me deu muito prazer comentar.

    beijos

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  8. deve ler-se: "inocência da palavra" e "não fora o poeta"
    peço desculpa

    bjs

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  9. Boa noite Suzete!
    Um poema lindamente escrito, brilhante.
    Gostei imenso.

    Desculpa a ausência por aqui. Minha pausa no blog acabou demorando um pouquinho mais.
    Um abração, e boa semana!

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  10. E quem não procura a palavra certa para falar da inocência dos gestos. Foi o que fez, minha Amiga. E tão bem...
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  11. Vejo cores em ti e elas se refletem em tuas poesias! Linda semana!😘😘chica

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  12. Que maravilha esse teu poema!! A última estrofe digna do meu aplauso.
    " A cor da poesia ´
    é a criança
    soprando no coração do poeta
    o destino das palavras nuas".

    Achei divino, e é assim que sintonas
    palavras nas mãos e na alma dos poetas como você.
    Grande abraço

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  13. Você tem carradas de razão... nunca tinha visto a poesia desse ângulo, que para mim é inovador...
    Escusado seria dizer que gostei imenso, o seu poema é excelente. Parabéns.
    Boa semana, amiga Suzete.
    Beijo.

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  14. Cor e luz incidem nesta amplidão poética onde a a criança sabe como vestir o jogo de palavras no tecido do poema
    Grande sensibilidade e imaginação
    Belíssimo Suzete !
    Beijinho

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  15. A sua amabilidade trazem palavras de uma doçura que se sente na sua poesia!
    Obrigada , Susete!

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  16. E como você sedimenta esse fruto, essa água serena que nasce na pureza infantil e se propaga. Poema luminoso. Quanto equilíbrio no fio mais simples de cada palavra, na realidade que se detém, no mistério da poesia tão bem explorado. Saio levitado deste poema!
    Beijos, minha querida amiga!

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  17. Este poema encanta-se a ele próprio; as palavras são luz e a luz está nas palavras; brilhante esta forma de trabalhar a sedução-poema!
    Bjo, querida amiga

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