quarta-feira, 13 de junho de 2018

Sem Palavras




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Estou quieta
Num ponto sereno.
A alma tão na minha pele,
As ruas tão desertas
A escorregarem os sonhos ...

A minha pátria
Tão sem destino, 
Que o silêncio
Adormece
As palavras nas minhas mãos.


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Fotografia de Elizabeth Gadd.


19 comentários:

  1. Caros(as) amigos(as),

    Agradecendo a vocês que visitaram com comentários
    no registro atencioso, no momento em que o Piano
    se encontrava silencioso. Aos poucos irei no
    espaço de arte de cada um, para o voo da
    partilha!...

    Abraço de Paz.

    Suzete.

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  2. Tuas poesias tocam sempre fundo em teus leitores! LINDA!@ bjs, chica

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  3. Excelente poema. Parabéns!!

    Beijos. Boa noite

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  4. Boa noite, querida amiga Suzete!
    Alma e pele em uníssono quando sentimentos estão entrelaçados a ponto de ser impossível serem desenraigados de nós...
    Muito expressivos o poema e a imagem! Muito bom gosto na escolha.
    Seja muito feliz e abençoada junto aos seus amados!
    Bjm fraterno e carinhoso de paz e bem
    😚😍💟

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  5. O poema é magistral e a imagem é igual. ADorei

    Hoje: - Adormecer na dor das palavras.

    Bjos
    Votos de uma óptima Noite.

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  6. Suzete, minha amiga

    é comovente a expressividade deste belo e dorido Poema: quase inevitável sentir um nó de emoção na garganta.

    mas o que, em minha leitura mais releva deste luminoso poema, é que, apesar do desamparo dos sonhos, persistem, eloquentes, as mãos como assunpção da palavra e resgate do silêncio e da "Pátria sem destino". nada pois, definitivamente perdido: as mãos que se encontram irão preencher "as ruas desertas

    poema sublime, amiga

    beijo

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  7. Que bela poesia Suzete, e a imagem casou perfeitamente com o poema. Magistral seu poema.
    Continuação de boa semana!
    Um abraço!
    Escrevinhados da Vida

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  8. És tão expressiva quando, quieta, as palavras te abandonam e - nas tuas mãos - o silêncio se preenche.

    Belo regresso poético, querida Suzete!
    Beijinho.

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  9. Querida amiga, já noto o sentimento de tristeza, de apreensão em todos nós, brasileiros. E teu belo poema dá um nó na garganta, como estamos fragilizados, não? Faço força, quero ter um pouco de esperança, gostaria de participar, de ver mudanças nas nossas vidas, mas dá um desalento...

    A minha pátria
    Tão sem destino,
    Que o silêncio
    Adormece
    As palavras nas minhas mãos.


    Um beijo, obrigada, sempre, por tuas palavras e pelo teu carinho.

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  10. Um poema lindíssimo. De um coração que sofre pelo destino da pátria e dos sonhos…
    Um bom fim de semana.
    Um beijo.

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  11. Obrigada pelas suas palavras. Parabéns então à sua sobrinha e afilhada. Que seja muito feliz.
    Um beijo.

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  12. Olá, Suzete, será que as palavras são o que temos de sobra no nosso combalido país? Esperemos o renascer da esperança. Belíssimo poema, minha amiga.
    Bom domingo.
    Bj
    Pedro

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  13. Um poema dorido.Condição de tantos corações sem resposta. "Pátria sem destino".Triste, mas tocante e belo, seu poema trouxe serenidade,
    como serena é a esperança.Um abraço

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  14. Suzete querida , " a alma em sua pele " é o espelho de sua linda escrita .
    Adorei o poema , como sempre .
    Espero que tudo esteja bem com você .
    Beijos , amiga .

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  15. Marisa, minha querida amiga

    Espero que você leia esta minha resposta, não
    sei o que ocorre com o seu blog, ontem deixei
    comentário lá e lhe avisando também que eu comentei
    o seu post anterior (fiz até 3 ou 4 comentários e
    não vejo publicados...) e recebo que o comentário será
    publicado pelo moderador, veja se se encontra nas
    pastas de moderação aguardar ou em outras pastas na
    configuração do seu blog.
    Você, sabe como valorizo a sua amizade sincera e sou
    apreciadora do seu blog, nutrimos uma amizade de
    partilhas de nossos de muito tempo.
    Aguardo que você veja esta minha resposta e encontre
    os meus comentários, minha amiga querida.
    Beijos.

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  16. Transcrevo o poema de Thiago de Mello para dialogar com o teu.

    Faz escuro mas eu canto,
    porque a manhã vai chegar.
    Vem ver comigo, companheiro,
    a cor do mundo mudar.
    Vale a pena não dormir para esperar
    a cor do mundo mudar.
    Já é madrugada,
    vem o sol, quero alegria,
    que é para esquecer o que eu sofria.
    Quem sofre fica acordado
    defendendo o coração.
    Vamos juntos, multidão,
    trabalhar pela alegria,
    amanhã é um novo dia.

    Thiago de Mello

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  17. Oi! minha amiga Suzete

    Faz tempo que o nosso encontro se tem mantido no silencio das maquinas...mas tenho lido e muito, aqui. Só' agora parece ser possível eu comentar, por via dum novo PC.

    Quanto ao poema:

    A serenidade das mãos suspensa
    na liturgia do poder, enquanto
    silenciosa a rua grita. E na pele
    esta delicada tristeza.
    Um poema belo, simples e directo.
    ...e sensivel, minha amiga.
    Um beijo e obrigado pelo comentário.
    Uma melhor semana para esses lados.

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