sábado, 7 de julho de 2012

O MEU OLHAR QUE NÃO MUDA O MUNDO-UM BREVE DESENGANO...

        


               
          Olho
                E não encontro
          O gentil no
                Humano...
         O outro
         É um mero
               Engano
        De páginas viradas
               O avesso
        Do nada
               Inscrito
               Num vazio
       De um coração
                Petrificado
       Esquecido
       Do
                Inicio
       Amar...


       A entrega
                É uma tarefa
       Cada vez mais
                Difícil
      Um processo de
                 Risco...
      Estranhamente
                 As palavras são
      Moedas de troca
                De um mundo
                Sem volta
      Desprovido de história
                De um começar...

     A tristeza sitiada
     Refletida por essa
     Realidade sem cor
                Seres sem alma
                           Sem rosto
                           Sem dor
    Povoam
                 Esse mundo
                 Sem pudor...

   Novamente,
   O meu grito mudo,
   Inadequado
   Incapaz
   Impotente
   Que se esconde
                 Apenas,
   No meu olhar que não muda o mundo...


Aviso: Um breve desengano, mas existem e sempre existirão

 pessoas que fazem a diferença, uma cor que dilui as sombras...

Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)
        
  
       

11 comentários:

  1. Na verdade, é cada vez mais difícil encontrar a gentileza nos outros. Toda a gente, ou quase, anda compenetrada nas suas coisinhas e leva uma vida egoista, onde os outros são um mero instrumento paisagístico. Há outras pessoas, porém, que ainda são piores, já que procuram progredir à custa dos outros e, sempre que possível, servem-se delas como se fossem meros degraus.
    As que restam, as pessoas boas, ainda são bastantes. Mas são raras de encontrar. São mais discretas, mas se encontram alguém confiável, estabelecem relações saudáveis com facilidade.
    Suzete, adorei o teu poema. Abordas um assunto com bastante profundidade.
    Tem um bom domingo e uma boa semana.
    Beijo.

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    1. Caro Nilson,

      Concordo totalmente com a tua profunda análise.

      Grata pela tua presença tão gentil.

      Uma ótima semana para ti!!

      Bj.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Um poema com força e lucidez
    com uma bela harmonia fonética
    que contrasta
    com o enegrecido cenário dos versos
    mas que também sublinha, no seu inverso,
    a sensibilidade do olhar que os escrevem


    O olhar que inicia o movimento do mundo
    em necessária rotação.


    Bjo.

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    1. Caro amigo,

      "o olhar que inicia o movimento do mundo em necessária

      rotação."

      Fico feliz de estar sempre acompanhada do teu olhar de

      grande poeta e ser humano...

      Bjo.

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  4. Um breve desengano-como dizes,
    Ainda há quem o mude, que olhe o mundo
    Com os olhos da manhã, o outros…não interessam…
    No fim, não sabem , que também eles perdem,
    Adoro ler-te, saber a alma bela que em ti vive.

    Um poema onde pode haver tristeza
    Mas também a certeza, que existem “anjos” por ai.

    Beijos grandes amiga :)

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    1. Querida amiga,

      Eu adoro esse teu olhar de anjo(amizade) com asas de

      borboleta, que sempre ilumina o meu blog.

      Beijos grandes.

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  5. Na verdade as tuas palavras têm alma e o teu grito mudo ecoa.

    Quando passo por aqui levo sempre comigo algo bom.

    Grande abraço amiga Suzete.

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    1. Cara amiga,

      Fico sempre feliz com a tua presença-luz no meu

      espaço...

      Grata!

      Beijinho.

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  6. Ainda a braços com um trabalho premente, decidi conceder-me uma pausa e abri o meu blogue. Logo vi que havia uma postagem tua e não resisti. A personalidade de Clarice L. é por demais mágica a meus olhos. Não, não estou a comentar no post errado. Depois lá irei. Só que este poema não podia ficar sem um breve registo.
    Que mais poderia acrescentar ao que o Nilson e o Filipe te deixaram? Subscrevo, completamente.
    Mas também sabes que não sou de ficar amofinada mesmo que os "desenganos" sejam muitos.
    Terminas o teu belíssimo poema com

    "O meu grito mudo
    (...)
    que se esconde
    No meu olhar que não muda o mundo..."

    Será. Não estou assim tão certa. Não muda(s) o mundo no sentido global, mas ao fazeres a diferença vais mudar algo e se esse algo se circularizar, pelo menos não ficará pior. É esse o meu credo...

    Bjos de saudade :)

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    1. Olá querida amiga!

      Tu sempre acrescentas, com a tua profundidade,

      sensibilidade e singularidade que faz a diferença de

      valor.

      Grata!

      Beijo.

      Excluir

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