
O mundo parece mais deserto
sem a casa dos sonhos.
O mundo parece mais
povoado
de misérias sem nomes.
O mundo parece mais escuro
a cada esquina que
alguém
mora na rua.
O mundo parece mais
cruel
com bombas explodindo pessoas
marcadas para morrer
em nome do fanatismo
pivô desta dicotomia
humana
sem irmandade,
sem igualdade,
sem fraternidade,
sem o azul de uma
unidade qualquer.
Imagino
(poeta tem imaginação
sonhadora...)
uma palavra azul de uma
possível infinitude da
partícula
(deus) do amor!
Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)
Imagem: Obra de Van Gogh.
Tem razão, Suzete, o sonho é o que parece restar. Mas, ainda assim, isso é tanto!
ResponderExcluirUm beijinho :)
Como diz o Drummond, "Mundo vasto mundo, seu eu me chamasse Raimundo seria uma rima não uma solução". Beijos, Suzete.
ResponderExcluir
ResponderExcluirA “casa do sonho” nos previne a poetisa – não sonho fantasmagórico... “Sonho habitável”, dir-se-ia, “sonho material”, real, vivido.
Sonho que persegue o sonho. E que “deixa o mundo mais deserto” sem o esplendor da sua permanente efectivação como lugar (casa) de sonho - sem “o azul de uma unidade qualquer”.
E assim a poetisa sonha, em indisfarçável nostalgia. E, como uma exortação, espera a “palavra azul” que recomponha o sonho vivido e vivo, na infinita presença do amor – (deus) e senhor da casa (dos sonhos)! Na espera de ser, novamente...
Belíssimo poema, minha amiga. Privilégio a sua leitura
Beijo
Só temos que não desistir
ResponderExcluircaminhar por sobre as águas
Bjs
Por muito desumano que o mundo nos parece nunca podemos perder a esperança e a capacidade de sonhar.
ResponderExcluirMagnifico poema
Beijinhos
Maria
Eu vejo esse mundo de agora mais deserto, sim, mais hostil, mais agressivo, mais egoísta. Que esforço para sonhar num mundo cujos afetos moram num 'faz de conta...'
ResponderExcluirBeijos, querida!
Boa tarde Su.
ResponderExcluirTão verdadeiro teu labor. E a essa escassez de alma, ainda damos o nome de "evolução" (não a espiritual)
Mas a matéria está ligada ao espírito, ela é a carruagem dele, não há como não sentir "estas cólicas cotidianas"
Você, com muita sensibilidade desenvolveu o assunto dentro de uma linda poética, parabéns, sempre!
Deixando o meu carinho mais doce e a gratidão pelo acesso.
Prezada poetisa irmã do fado
ResponderExcluirO mundo que parece desprovido
De sentimentos, já não faz sentido
Pelos seus versos que o faz povoado.
Assim o lindo poema consagrado
Soa tão bem à alma e ao ouvido
Que faz um novo mundo ter nascido
Da verve do teu ser como um legado.
Povoas o despovoado mundo
Com teu poema de teor profundo
E com o amor que sobra de teu ser.
E é tão bom viver cada segundo
Da poesia com a qual me inundo
E testemunho o quanto é bom viver. Laerte 'Sílvio Tavares
O mundo está muito cruel. A Suzete mostra neste poema a sua preocupação, uma preocupação comum a todas as pessoas que amam a paz no mundo...Poderão os poetas ajudar?
ResponderExcluirGostei muito do poema.
Uma boa semana.
Beijos.
Sempre um prazer revisitar a tua maravilhosa escrita, querida Suzete. Mais um alerta, um contributo para darmos a volta aos graves problemas sociais.
ResponderExcluirBeijinhos.
Querida Teresa,
ExcluirQue saudade de teu olhar sensível e poético e tuas
palavras que acrescentam e valorosas da amizade
da partilha.
Grata pela visita e tu sabes da minha admiração
pela tua bela e original escrita.Sinto o teu
afastamento do teu blog (mas, compreendo...).
Beijinhos.
Não me despedi, querida amiga. Não seria capaz de fechar portas aos amigos que tanto prezo. É a vida que não me permite e o tempo é tão veloz! Tropeço muito nas lembranças e cá estou feliz por te sentir tão próxima. Continuarei a ler-te e a dar continuidade a esta cumplicidade poética. Obrigada. Um abraço imenso.
ExcluirO mundo está em ebulição, mas não da forma que todos desejaríamos.
ResponderExcluirUm beijinho, Suzete :)
1 - As tuas escolhas visuais são sempre elucidativas, acompanhando o essencial da mensagem a transmitir. Esta é ainda mais significativa, pelos elementos e pelas cores, uma marca das obras de Van Gogh.
ResponderExcluir2 - Um mundo que não respeita o mínimo da dignidade humana, é um mundo indigno e, para nele se (sobre)viver, precisam-se de almas sensíveis e poéticas como a tua.
Acutilante criação poética!
BJO, Suzete :)
Querida Odete,
ExcluirGrata pelo o teu olhar nos detalhes, tu sabes o
quanto é gratificante alguém perceber e generosamente
partilhar com o autor, sempre faço no teu espaço e
nos espaços que eu comento este mesmo gesto teu,
ler com atenção o valor da escrita do outro.
Muito Grata, minha querida!!
Beijos.
Amiga, eis uma das razões pelas quais não posso seguir muitos blogues: ler, sobretudo poesia, passando para lá das palavras em si, exige tempo e eu não quero descurar o olhar que devo aos que amo e às coisas que me apaixonam... BJOS :)
ExcluirSó os sonhos, nos dão forças... para enfrentar a realidade...
ResponderExcluirSempre bom olhar o mundo, com olhos sonhadores... para ver o mais bonito... que às vezes o mundo se nos recusa a oferecer...
Adorei seu poema, Suzete!
Beijinhos
Ana